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	<title>cut &#8211; Sinttel Piauí</title>
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	<description>Sinttel - Sindicato Trabalhadores Em Telecomunicações do Estado do Piauí</description>
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		<title>Entenda o que é a pejotização e como ela se expandiu no Brasil</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 18:29:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Nesse modelo, o profissional deixa de ser contratado pelas regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e passa a emitir notas fiscais pelos serviços prestados Modelo de trabalho criticado pela CUT, a chamada pejotização tornou-se um dos temas mais debatidos nas relações de trabalho brasileiras nos últimos anos e ganhou ainda maior destaque depois &#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Nesse modelo, o profissional deixa de ser contratado pelas regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e passa a emitir notas fiscais pelos serviços prestados</em></p>
<p>Modelo de trabalho criticado pela CUT, a chamada pejotização tornou-se um dos temas mais debatidos nas relações de trabalho brasileiras nos últimos anos e ganhou ainda maior destaque depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) passou a analisar os limites legais da contratação por pessoa jurídica e os critérios para diferenciar uma prestação de serviços legítima de uma relação de emprego disfarçada. Em 14 de abril do ano passado o ministro Gilmar Mendes determinou a paralisação geral dos processos no país sobre pejotização. Segundo ele, para evitar divergências e insegurança jurídica enquanto o STF não consolida a tese definitiva sobre a licitude da contratação de pessoas jurídicas e autônomos. Gilmar Mendes voltou a permitir a retomada da tramitação das ações, mas apenas na primeira instância e nos Tribunais Regionais do Trabalho, em 16 de junho deste ano.</p>
<p>Mas o que é pejotização? O termo deriva da sigla PJ, usada para designar uma Pessoa Jurídica, ou seja, uma empresa registrada com Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). Na prática, a pejotização ocorre quando um trabalhador que normalmente poderia ser contratado como empregado, com carteira assinada, passa a prestar serviços por meio de uma empresa aberta em seu próprio nome.</p>
<p>Nesse modelo, o profissional deixa de ser contratado pelas regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e passa a emitir notas fiscais pelos serviços prestados. Esse modelo de contratação tem sido alvo de críticas porque trabalhadores e trabalhadoras continuam exercendo as mesmas funções, para os mesmos empregadores, com jornada e subordinação semelhantes às de um empregado formal, mas sem acesso a direitos como férias remuneradas, 13º salário, FGTS, aviso-prévio e seguro-desemprego.</p>
<p>Perder esses direitos significa também um rombo nos ganhos dos trabalhadores. Se incorporamos o 13º nos ganhos anuais, um trabalhador com salário, por exemplo de R$ 4.000 reais, deixa de ganhar mais de R$ 333 ao mês. E embora o modelo CLT desconte em sua folha salarial percentuais para o INSS e o FGTS, ele estará protegido quando mais precisará em caso de desemprego, ao comprar uma casa própria, ao ficar doente e ter idade para se aposentar, entre outros direitos.</p>
<p>A remuneração média de PJs versus CLTs em funções semelhantes tende a ser semelhante ou apenas modestamente superior no caso dos PJs, o que significa que boa parte do ganho de produtividade fica com a empresa.</p>
<p>Por que a CUT é contra a pejotização</p>
<p>A pejotização pode mascarar relações de emprego que deveriam ser formalizadas pela CLT. Quando existe subordinação, jornada definida, pessoalidade e dependência econômica, o trabalhador deveria ser reconhecido como empregado.</p>
<p>Para o presidente nacional da CUT, Sergio Nobre a pejotização irrestrita é uma da batalha a ser vencida pela classe trabalhadora.</p>
<p>“O que está em jogo é a sobrevivência do trabalhador. Um jornalista, engenheiro, médico, se trabalha para várias empresas, ele pode ser um PJ. Agora, um pedreiro, uma faxineira, um montador, que ganha dois salários mínimos por mês, ou qualquer trabalhador com menos escolaridade do que o ensino médio, vai ser PJ?”, questionou o presidente da CUT em entrevista quando o debate sobre o tema se acirrou no STF.<br />
O que está sendo discutido no Supremo</p>
<p>A discussão chegou ao Supremo Tribunal Federal porque a Justiça do Trabalho e o próprio STF passaram a adotar entendimentos divergentes sobre a contratação de trabalhadores como pessoas jurídicas. Para uniformizar a jurisprudência nacional, o STF reconheceu em 2025 a repercussão geral do Tema 1.389, que discutirá os limites da pejotização, a competência para julgar possíveis fraudes e quem deve apresentar as provas nesses processos. A decisão terá efeito vinculante e deverá ser seguida por todos os tribunais do país.</p>
<p>Como surgiu a pejotização</p>
<p>Embora a palavra pejotização tenha se popularizado apenas nas últimas duas décadas, suas origens remontam aos anos 1990, período marcado por reformas econômicas, abertura de mercados e busca por formas mais flexíveis de contratação.</p>
<p>Um dos primeiros marcos legais foi a aprovação da Lei nº 8.949, de 1994, sancionada ainda no governo de Itamar Franco. A norma alterou o artigo 442 da CLT para estabelecer que não existe vínculo empregatício entre cooperativas e seus associados. Embora a medida tivesse como objetivo regulamentar o cooperativismo, ela acabou sendo utilizada por diversas empresas para substituir contratações formais por outras modalidades de prestação de serviços.</p>
<p>Durante os dois mandatos do presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), a terceirização e os modelos de contratação mais flexíveis ganharam espaço em diversos setores da economia. Nesse período, começaram a surgir com mais frequência profissionais contratados por meio de empresas próprias, especialmente em áreas como consultoria, tecnologia da informação, engenharia e comunicação.</p>
<p>Outro marco importante ocorreu em 2005, durante o primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a aprovação da Lei nº 11.196, conhecida como Lei do Bem, cujo objetivo não era a pejotização.</p>
<p>O governo federal enviou uma Medida Provisória para conceder incentivos fiscais à inovação tecnológica, exportações, informática e investimentos empresariais. Mas durante a tramitação da medida provisória no Congresso Nacional foi incluído o artigo 129 sobre prestação de serviços intelectuais por pessoa jurídica, reconhecendo para fins tributários e previdenciários, a prestação de serviços intelectuais por intermédio de pessoas jurídicas. A partir daí, tornou-se mais comum que profissionais liberais e especialistas passassem a atuar formalmente por meio de empresas próprias.</p>
<p>O processo ganhou novo impulso após a aprovação da reforma trabalhista de 2017, no governo de Michel Temer, que retirou mais de 100 itens da CLT e ampliou as possibilidades de terceirização.</p>
<p>Fonte: CUT Brasil<br />
Foto: Câmara dos Deputados / arquivos</p>
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		<title>Você sabe o que a emenda do fim da Escala 6 x 1 muda na sua vida?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sinttel Piauí]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 13:52:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Mais tempo para viver. Mais tempo para a família. Mais dignidade para quem trabalha. A luta pelo fim da escala 6&#215;1 vai muito além da redução da jornada. Ela representa a defesa da saúde física e mental dos trabalhadores, do direito ao descanso e da valorização de quem move o país todos os dias. Nenhuma &#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais tempo para viver. Mais tempo para a família. Mais dignidade para quem trabalha.</p>
<p>A luta pelo fim da escala 6&#215;1 vai muito além da redução da jornada. Ela representa a defesa da saúde física e mental dos trabalhadores, do direito ao descanso e da valorização de quem move o país todos os dias.</p>
<p>Nenhuma conquista trabalhista surgiu por acaso. Cada direito foi resultado de organização, mobilização e luta coletiva.</p>
<p>O SINTTEL-PI segue firme na defesa de condições de trabalho mais humanas e dignas para todos os trabalhadores. E essa luta continua.</p>
<p>Porque trabalhar é um direito. Viver também.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sinttel Piauí</p>
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		<title>A caravana dos sindicatos volta para Teresina com o objetivo conquistado !</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sinttel Piauí]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 17:53:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[🚍✊ Da estrada para a história! E a notícia que chegou durante essa mobilização trouxe ainda mais esperança para milhares de trabalhadores e trabalhadoras: o fim da escala 6&#215;1 foi aprovada. 🎉 Essa conquista não nasceu de um dia para o outro. Ela é resultado da mobilização de quem ocupou as ruas, participou dos debates, &#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/16.0.1/72x72/1f68d.png" alt="🚍" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/16.0.1/72x72/270a.png" alt="✊" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Da estrada para a história!</p>
<p>E a notícia que chegou durante essa mobilização trouxe ainda mais esperança para milhares de trabalhadores e trabalhadoras: o fim da escala 6&#215;1 foi aprovada. <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/16.0.1/72x72/1f389.png" alt="🎉" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
<p>Essa conquista não nasceu de um dia para o outro. Ela é resultado da mobilização de quem ocupou as ruas, participou dos debates, pressionou os espaços de decisão e acreditou que era possível mudar.</p>
<p><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/16.0.1/72x72/270a.png" alt="✊" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Por mais tempo para viver.<br />
<img src="https://s.w.org/images/core/emoji/16.0.1/72x72/1f468-200d-1f469-200d-1f467-200d-1f466.png" alt="👨‍👩‍👧‍👦" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Por mais convivência com a família.<br />
<img src="https://s.w.org/images/core/emoji/16.0.1/72x72/2764.png" alt="❤" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Por mais saúde e qualidade de vida.</p>
<p>A luta continua, mas hoje demos um passo importante!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sinttel  Piauí</p>

<a href='https://www.sinttelpiaui.org.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-28-at-09.37.16-1.jpeg'><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://www.sinttelpiaui.org.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-28-at-09.37.16-1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" data-attachment-id="10306" data-permalink="https://www.sinttelpiaui.org.br/a-caravana-dos-sindicatos-volta-para-teresina-com-o-objetivo-conquistado/whatsapp-image-2026-05-28-at-09-37-16-1/" data-orig-file="https://www.sinttelpiaui.org.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-28-at-09.37.16-1.jpeg" data-orig-size="1600,1200" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="WhatsApp Image 2026-05-28 at 09.37.16 (1)" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://www.sinttelpiaui.org.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-28-at-09.37.16-1-300x225.jpeg" data-large-file="https://www.sinttelpiaui.org.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-28-at-09.37.16-1-1024x768.jpeg" /></a>
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		<title>Fiscalização da NR-1 começa e reforça combate ao adoecimento no trabalho</title>
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		<pubDate>Thu, 28 May 2026 14:36:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[tualização da Norma Regulamentadora (NR) 01 obriga empresas a prevenir adoecimento mental no trabalho; nova fase da norma muda gestão de riscos, amplia fiscalização e fortalece atuação sindical Desde o dia 26 de maio de 2026, empresas de todo o país passaram a poder ser fiscalizadas por descumprirem a obrigação de prevenir fatores de adoecimento &#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="dd-m-text dd-m-text--big font-MerriWeather"><em>tualização da Norma Regulamentadora (NR) 01 obriga empresas a prevenir adoecimento mental no trabalho; nova fase da norma muda gestão de riscos, amplia fiscalização e fortalece atuação sindical</em></p>
<p>Desde o dia 26 de maio de 2026, empresas de todo o país passaram a poder ser fiscalizadas por descumprirem a obrigação de prevenir fatores de adoecimento mental no ambiente laboral. A mudança decorre da atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), realizada em maio do ano passado, que incorporou formalmente os riscos psicossociais ao Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e estabeleceu um período para adaptação das empresas.</p>
<p>Na prática, a alteração obriga empregadores a reconhecer, identificar e prevenir fatores relacionados à organização e gestão do trabalho capazes de provocar sofrimento psíquico, transtornos mentais e adoecimento laboral. Isso inclui jornadas excessivas, metas abusivas, assédio moral e sexual, pressão permanente por produtividade, exigências contraditórias, insegurança no emprego, ausência de suporte organizacional, racismo, discriminações e outras formas de violência no ambiente de trabalho.</p>
<p>Mais do que uma mudança no texto, a nova fase da NR-1 altera a forma como saúde e segurança do trabalho passam a ser compreendidas no Brasil. Se antes a prevenção era frequentemente concentrada em riscos físicos, químicos, biológicos e acidentes, agora o sofrimento mental deixa de ser tratado como um problema individual do trabalhador e passa a integrar oficialmente a responsabilidade preventiva das empresas.</p>
<h4>Veja ao final da matéria o que muda para trabalhadores e para empresas</h4>
<p>Para a CUT, essa transformação representa uma conquista construída ao longo de anos de pressão sindical, debates técnicos e atuação institucional do movimento sindical em defesa da saúde da classe trabalhadora.</p>
<p>Segundo a secretária nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora da CUT, Josivania Ribeiro Cruz, o reconhecimento dos riscos psicossociais pela norma não ocorreu espontaneamente, mas resulta de uma reivindicação histórica do movimento sindical e de profissionais comprometidos com a saúde do trabalhador.</p>
<p>“A incorporação dos riscos psicossociais na NR-01 representa uma das mais importantes conquistas recentes da luta histórica da classe trabalhadora e do movimento sindical em defesa da vida, da saúde, da dignidade humana e do trabalho decente”, afirma.</p>
<h3>A atuação da CUT na construção da mudança</h3>
<p>Josivania reforça que a Central participou ativamente do processo de atualização da NR-1, atuando nos espaços de diálogo social tripartite — que reúnem governo, empregadores e trabalhadores — para defender que a saúde mental fosse incorporada de forma estruturante às políticas de segurança e saúde no trabalho.</p>
<p>A defesa da CUT ocorreu em torno de uma mudança de paradigma: problemas como burnout, ansiedade, depressão, sofrimento psíquico e diferentes formas de violência laboral não poderiam continuar sendo tratados como questões privadas, relacionadas exclusivamente ao indivíduo.</p>
<p>“O sofrimento psíquico, os transtornos mentais relacionados ao trabalho, o burnout, a ansiedade, a depressão, os assédios e as diversas formas de violência laboral não são problemas individuais ou fragilidades pessoais de quem trabalha, mas consequências diretas das formas de organização, gestão e precarização do trabalho impostas pelo atual modelo produtivo”, destaca Josivania.</p>
<p>A CUT também defendeu, durante a formulação da norma, maior participação dos trabalhadores na gestão dos riscos ocupacionais, princípio que passou a integrar o novo texto ao exigir mecanismos de escuta, monitoramento e participação dos empregados nos processos de avaliação.</p>
<p>Para a dirigente, a nova redação reforça que proteger a saúde mental não pode ser responsabilidade exclusiva do indivíduo adoecido.</p>
<p>“Não basta tratar os efeitos do adoecimento. É necessário enfrentar suas causas estruturais, combatendo jornadas excessivas, metas abusivas, pressão permanente por produtividade, assédio moral e sexual, racismo, discriminação, violências nos ambientes de trabalho, insegurança no emprego e modelos de gestão baseados no medo, no controle excessivo e na exploração”, afirma.</p>
<h3>O que mudou na NR-1 na prática</h3>
<p>Embora a nova fase tenha ganhado força com o início da fiscalização, a redação atualizada da NR-1 já estava em vigor desde maio do ano passado. O período até agora serviu para que empresas conhecessem as novas exigências, adaptassem procedimentos internos e criassem mecanismos de prevenção.</p>
<p>Segundo a advogada e sócia do escritório LBS Advogadas e Advogados, Luciana Barreto, o que mudou efetivamente a partir de 26 de maio foi a possibilidade de fiscalização, atuação e eventual punição pelo descumprimento.</p>
<p>A especialista explica que as empresas tiveram tempo para construir protocolos, rever políticas de gestão e incorporar os riscos psicossociais em seus programas internos de segurança e saúde do trabalho.</p>
<p>Ela ressalta que a norma exige mudança de cultura organizacional, e não apenas produção de documentos formais.</p>
<p>“Passa a ser passível de fiscalização, atuação e multa”, afirma Luciana ao explicar a nova etapa.</p>
<p>No centro dessa transformação está o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), processo contínuo que obriga as empresas a identificar perigos, avaliar riscos e estabelecer medidas de prevenção. A materialização documental desse processo ocorre no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), documento que deve conter inventário de riscos ocupacionais, critérios de avaliação e planos de ação para mitigação dos problemas identificados.</p>
<p>A principal novidade é que o gerenciamento deixa de considerar apenas riscos tradicionais e passa a incluir obrigatoriamente fatores psicossociais. Na prática, isso significa que a empresa não deve analisar apenas o comportamento do trabalhador adoecido, mas a própria organização do trabalho.</p>
<p>Excesso de metas, jornadas prolongadas, falta de capacitação, exigências incompatíveis, ausência de apoio institucional, assédio moral ou sexual e modelos de gestão baseados em pressão excessiva passam a ser elementos que precisam entrar formalmente na avaliação dos ambientes laborais.</p>
<p>“A gente sabe muito bem que o trabalhador fica adoentado quando ele faz muitas horas extras, quando ele não é capacitado para aquele trabalho, [quando há] exigências contraditórias, falta de apoio, quando tem o assédio moral e o assédio sexual”, explica Luciana Barreto.</p>
<p>A advogada rebate ainda críticas empresariais de que a norma seria subjetiva e argumenta que os fatores de adoecimento são amplamente conhecidos pelas empresas.</p>
<p>A mudança também altera a relação entre trabalhadores, sindicatos e empregadores no acompanhamento da saúde ocupacional. A lógica da norma é que quem executa o trabalho conhece os problemas concretos da atividade e deve participar da identificação dos perigos, da avaliação dos riscos e do monitoramento das medidas preventivas.</p>
<p>Segundo Luciana Barreto, trabalhadores e sindicatos também passam a ter instrumentos mais robustos de fiscalização.</p>
<p>“Todo trabalhador tem direito de ver o gerenciamento de risco ocupacional da empresa e o movimento sindical pode exigir esse documento também para saber se consta lá o risco psicossocial como um risco para aquela atividade”.</p>
<p>Na avaliação da CUT, isso fortalece a atuação sindical, especialmente das CIPAs e das representações nos locais de trabalho, que passam a ter mais instrumentos para exigir prevenção e cobrar medidas concretas das empresas.</p>
<p>Para os empregadores, a gestão de riscos deixa de ser um procedimento burocrático e passa a exigir monitoramento contínuo. O PGR não poderá funcionar apenas como um documento formal: avaliações precisarão ser revistas diante de acidentes, mudanças tecnológicas, alterações nos processos produtivos ou quando houver evidências de que as medidas adotadas não estão funcionando.</p>
<p>A norma também amplia responsabilidades sobre terceirizados, pequenos negócios e setor público. No caso do Microempreendedor Individual (MEI), a obrigação existe sempre que houver empregado contratado.</p>
<p>“A norma regulamentadora também coloca o microempreendedor individual nisso [&#8230;] desde que ele tenha um empregado. Ele é responsável em fazer o programa de gerenciamento de risco da atividade”, explica Luciana.</p>
<p>Quando uma empresa contrata um MEI ou uma terceirizada para atuar em suas dependências, os riscos daquela atividade também devem ser considerados pela contratante.</p>
<p>O serviço público igualmente deve cumprir as normas regulamentadoras.</p>
<p>“O serviço público também deve cumprir com as normas regulamentadoras e o risco psicossocial é um risco que deve estar dentro do programa de gerenciamento de risco”, afirma a advogada.</p>
<p>Já micro e pequenas empresas podem ter simplificações burocráticas em determinadas situações, mas continuam obrigadas a gerenciar riscos ergonômicos e psicossociais.</p>
<h3>Governo lança manual e Fundacentro divulga diretrizes</h3>
<p>Para orientar a implementação da nova fase da NR-1, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Secretaria de Inspeção do Trabalho, lançou o <a href="https://assets.cut.org.br/system/uploads/ck/Manual_GRO_PGR_da_NR_1.pdf" target="_blank" rel="noopener"><em>Manual de Interpretação e Aplicação do Capítulo 1.5 da NR-1</em></a>, documento voltado a empregadores, trabalhadores e profissionais de saúde e segurança do trabalho.</p>
<p>O material detalha como deve funcionar o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, esclarece as etapas do Programa de Gerenciamento de Riscos e reforça que a prevenção deve contemplar riscos físicos, químicos, biológicos, acidentes, fatores ergonômicos e, agora expressamente, riscos psicossociais.</p>
<p>O manual também enfatiza que o adoecimento mental deve ser analisado a partir do trabalho real, e não apenas do que está previsto formalmente nos cargos ou manuais internos. Além disso, reforça a necessidade de garantir anonimato e confiança aos trabalhadores nos processos de diagnóstico.</p>
<p>Outra orientação importante é que trabalhadores participem ativamente de todas as etapas do gerenciamento de riscos, sendo reconhecidos como detentores do conhecimento sobre o cotidiano laboral.</p>
<p>A Fundacentro também publicou diretrizes específicas para apoiar a aplicação da norma: <a href="https://assets.cut.org.br/system/uploads/ck/Diretrizes%20para%20aplicar%20a%20NR-1.pdf" target="_blank" rel="noopener"><em>Diretrizes para Aplicar a NR-1 com a Inclusão dos Riscos Psicossociais: analisar a organização e gestão do trabalho para intervir</em></a>, coordenada pela médica e pesquisadora Maria Maeno.</p>
<p>O documento parte do entendimento de que o adoecimento não deve ser individualizado, mas analisado a partir da organização e da gestão do trabalho.</p>
<p>Entre os principais eixos estão a identificação da natureza dos riscos psicossociais, fortalecimento da participação dos trabalhadores, ampliação da autonomia nos ambientes laborais e instrumentos para evitar que avaliações de risco se tornem apenas procedimentos burocráticos.</p>
<h3>Desafio: colocar em prática plenamente</h3>
<p>Embora considere a atualização da NR-1 uma vitória histórica, a CUT avalia que o principal desafio começa agora: garantir implementação real nos locais de trabalho.</p>
<p>De acordo com Josivania Ribeiro, será necessário fortalecer sindicatos, CIPAs, fiscalização pública e mecanismos de denúncia para impedir que a norma seja reduzida a formalidades administrativas.</p>
<p>“Essa conquista é resultado da organização coletiva, da luta sindical e da resistência da classe trabalhadora”, afirma.</p>
<p>Ela acrescenta que a efetividade dependerá de fiscalização, combate às práticas antissindicais e articulação entre órgãos públicos e movimento sindical.</p>
<p>“A implementação da NR-01 deve ser compreendida como parte da luta maior por direitos, democracia, valorização do trabalho humano e proteção da vida”, ressalta.</p>
<p>A Secretaria Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora da CUT afirma que seguirá orientando sindicatos, fortalecendo processos de formação e denunciando violações relacionadas às condições de trabalho e ao adoecimento laboral.</p>
<p>“Saúde mental é direito. Trabalho não pode adoecer, mutilar ou matar”, resume Josivania.</p>
<p><strong>Entenda o que muda na prática</strong></p>
<p>»O que muda para os trabalhadores</p>
<ul>
<li>Participação passa a ser obrigatória no processo de prevenção: trabalhadores deixam de ser apenas informados e passam a participar da identificação e avaliação dos riscos.<br />
• Mais voz sobre condições reais de trabalho: a experiência cotidiana passa a ser considerada central no diagnóstico de problemas.<br />
• Saúde mental entra oficialmente na proteção trabalhista: sobrecarga, metas excessivas, pressão, assédio e falta de apoio podem integrar a avaliação dos riscos ocupacionais.<br />
• Direito de apontar falhas e riscos: trabalhadores poderão informar quando medidas não funcionam ou quando houver situações de perigo.<br />
• Proteção contra retaliações: a comunicação deve permitir denúncias e feedback sem medo de punição.<br />
• Escuta com anonimato: avaliações dos riscos psicossociais devem garantir confiança e confidencialidade.<br />
• Mais proteção para terceirizados e MEIs: contratantes passam a ter responsabilidade sobre condições de saúde e segurança de quem atua em suas dependências.<br />
• Mudança de lógica no adoecimento mental: a análise deixa de responsabilizar apenas o indivíduo e passa a considerar a organização do trabalho.</li>
</ul>
<p>»O que muda para as empresas</p>
<ul>
<li>Riscos psicossociais passam a ser obrigatórios no GRO.<br />
• A análise deve focar na organização do trabalho e não no “perfil” do trabalhador.<br />
• Empresas precisarão avaliar o “trabalho real”, e não apenas normas internas.<br />
• O PGR ganha papel central e deixa de ser documento burocrático.<br />
• Avaliação de riscos deve considerar o pior cenário possível.<br />
• Hierarquia de prevenção torna-se obrigatória: eliminar risco → proteção coletiva → medidas administrativas → EPI como última opção.<br />
• Trabalhadores deverão participar da identificação e monitoramento dos riscos.<br />
• Revisões do PGR tornam-se obrigatórias após acidentes, mudanças tecnológicas ou falhas nas medidas adotadas.<br />
• Histórico de riscos deverá ser mantido por 20 anos.<br />
• Contratantes terão mais responsabilidade sobre terceirizados e MEIs.<br />
• Pequenas empresas continuam obrigadas a gerenciar riscos psicossociais, mesmo com simplificações burocráticas.</li>
</ul>
<p>Fonte: CUT Brasil</p>
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		<title>Uso do FGTS para pagar dívidas no Desenrola começa no dia 25</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sinttel Piauí]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 19:05:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CUT]]></category>
		<category><![CDATA[DESTAQUES]]></category>
		<category><![CDATA[cut]]></category>
		<category><![CDATA[desenrola]]></category>
		<category><![CDATA[FGTS]]></category>
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					<description><![CDATA[Caixa está adaptando sistemas para oferecer modalidade Os trabalhadores poderão consultar, a partir de 25 de maio, o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) disponível para renegociação de dívidas no Novo Desenrola Brasil, informou o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A nova modalidade permitirá o uso de até 20% do &#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Caixa está adaptando sistemas para oferecer modalidade</em></p>
<p><strong>Os trabalhadores poderão consultar, a partir de 25 de maio, o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) disponível para renegociação de dívidas no Novo Desenrola Brasil</strong>, informou o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1689487&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1689487&amp;o=node" /></p>
<p>A nova modalidade permitirá o uso de até 20% do saldo do fundo ou até R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor, para amortização ou quitação de débitos em atraso. A expectativa do governo é movimentar até R$ 8,2 bilhões em recursos do FGTS por meio do programa.</p>
<p>Segundo o governo federal, a adesão será feita diretamente pelas instituições financeiras após autorização do trabalhador no aplicativo do FGTS. Depois da renegociação da dívida, a Caixa Econômica Federal fará a transferência dos valores diretamente aos bancos responsáveis pelos contratos. O prazo estimado para formalização das operações é de até 30 dias após a consulta do saldo disponível.</p>
<p>Dez dias depois do lançamento do Desenrola 2.0, a liberação de parte do saldo do FGTS para abater dívidas ainda não está disponível porque a Caixa está adaptando os sistemas. O banco também está definindo os procedimentos operacionais para que as instituições financeiras comecem a oferecer a modalidade na renegociação de débitos.</p>
<p>Além da liberação do FGTS para o Novo Desenrola, o governo informou que mais de 10,5 milhões de trabalhadores receberão, em 26 de maio, valores residuais do saque-aniversário do fundo, liberados em várias rodadas desde o fim do ano passado</p>
<p>O desbloqueio adicional estimado é de R$ 8,4 bilhões e beneficiará trabalhadores demitidos sem justa causa entre 2020 e 2025. Os depósitos serão feitos automaticamente nas contas cadastradas no aplicativo do FGTS.</p>
<p><strong>Como vai funcionar</strong></p>
<ul>
<li>O trabalhador poderá usar até 20% do saldo do FGTS ou até R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor</li>
<li>Será necessário autorizar, pelo aplicativo do FGTS, o acesso das instituições financeiras aos valores disponíveis</li>
<li>O uso do FGTS ocorrerá somente após a renegociação da dívida dentro do programa</li>
<li>Não será necessário comparecer às agências da Caixa para concluir a operação</li>
<li>Poderão ser usados recursos de contas ativas e inativas do FGTS, com prioridade para contas inativas.</li>
</ul>
<p><strong>Quem pode aderir</strong></p>
<ul>
<li>Trabalhadores com renda mensal de até R$ 8.105;</li>
<li>Dívidas elegíveis incluem cartão de crédito, cheque especial e Crédito Direto ao Consumidor (CDC)</li>
<li>O uso do FGTS suspenderá temporariamente novos saques anuais e antecipações do saque-aniversário até a recomposição do saldo</li>
</ul>
<p><strong>Saque residual</strong></p>
<ul>
<li>O crédito residual será pago em 26 de maio</li>
<li>Cerca de 10,5 milhões de trabalhadores serão beneficiados</li>
<li>A medida atende trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário e foram demitidos entre 2020 e 2025</li>
<li>Permanecerão bloqueados apenas valores vinculados a contratos de antecipação ainda ativos</li>
</ul>
<p><strong>Atenção ao saldo</strong></p>
<ul>
<li>Antes de 25 de maio, parte do saldo poderá deixar de aparecer temporariamente no aplicativo do FGTS;</li>
<li>Segundo o MTE, a alteração ocorrerá devido ao processamento interno necessário para liberação dos recursos;</li>
<li>Após o processamento, os valores residuais do saque-aniversário serão depositados automaticamente nas contas cadastradas pelos trabalhadores.</li>
</ul>
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		<title>25 de março reafirma orgulho LGBTQIA+ como luta por direitos e dignidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sinttel Piauí]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Mar 2026 20:22:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CUT]]></category>
		<category><![CDATA[DESTAQUES]]></category>
		<category><![CDATA[cut]]></category>
		<category><![CDATA[LGBTQIA+]]></category>
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					<description><![CDATA[Data nacional resgata criação do Brasil Sem Homofobia e reforça combate à violência e à discriminação; números recentes apontam cenário ainda crítico no país &#160; No dia 25 de março, o Brasil celebra o Dia Nacional do Orgulho LGBTQIA+, uma data voltada à afirmação de direitos, à valorização da diversidade e ao enfrentamento da LGBTfobia. Mais &#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Data nacional resgata criação do Brasil Sem Homofobia e reforça combate à violência e à discriminação; números recentes apontam cenário ainda crítico no país</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No dia 25 de março, o Brasil celebra o<strong> Dia Nacional do Orgulho LGBTQIA+</strong>, uma data voltada à afirmação de direitos, à valorização da diversidade e ao enfrentamento da LGBTfobia. Mais do que uma comemoração, o marco é um chamado à reflexão sobre a realidade da população LGBTQIA+ no país, ainda marcada por altos índices de violência e discriminação.</p>
<p>A data está associada ao lançamento do programa Brasil Sem Homofobia, em 2004, primeira iniciativa do governo federal estruturada para promover cidadania e combater a violência contra pessoas LGBTQIA+. Desde então, o 25 de março passou a simbolizar não apenas a existência dessa política pública, mas também a resistência cotidiana de quem enfrenta o preconceito.</p>
<p>Ao longo dos anos, a data se consolidou como um momento de mobilização social, com atividades culturais, debates e manifestações que reforçam a importância da visibilidade e da ocupação de espaços. Diferente do 28 de junho, ligado internacionalmente à memória da Revolta de Stonewall, o 25 de março está diretamente relacionado à trajetória brasileira de luta por direitos.</p>
<p>Apesar dos avanços institucionais, os dados mais recentes revelam um cenário preocupante. Levantamentos indicam que a violência contra a população LGBTQIA+ cresceu de forma significativa nos últimos anos. Com base em dados parciais divulgados no início de 2026 pelo Observatório de Mortes Violentas de LGBT+ no Brasil, vinculado ao Grupo Gay da Bahia (GGB), o país registrou 257 mortes violentas de pessoas LGBTQIA+ durante o ano de 2025</p>
<p>Criado como resposta a esse contexto, o Brasil Sem Homofobia buscou estruturar políticas públicas voltadas à proteção e promoção de direitos. Entre as ações, destacam-se a criação de centros de referência para atendimento a vítimas, a capacitação de profissionais do serviço público e a inclusão do recorte de orientação sexual e identidade de gênero nas políticas governamentais. Mesmo assim, os números atuais mostram que o enfrentamento à violência ainda é um desafio urgente.</p>
<p>Para a CUT, o orgulho LGBTQIA+ representa a afirmação da dignidade e da existência. É o direito de viver de forma plena, sem medo, com reconhecimento e respeito. No plano individual e coletivo, o significado do orgulho se traduz em dimensões centrais.</p>
<p>A visibilidade e dignidade rompem com a lógica da vergonha historicamente imposta, garantindo o direito de ser quem se é. A resistência e luta reafirmam a necessidade permanente de enfrentar a violência e o preconceito. A autenticidade permite viver a orientação sexual e a identidade de gênero de forma livre. E o pertencimento fortalece a construção de uma comunidade que acolhe e valida experiências fora da heteronormatividade e da cisgeneridade.</p>
<p>Para Walmir Siqueira, secretário de Políticas LGBTQIA+ da CUT, celebrar o orgulho é um ato de afirmação diante da sociedade. Em síntese de sua avaliação, trata-se de dizer, de forma direta, que a população LGBTQIA+ existe, tem direitos e não aceitará mais a naturalização do preconceito:</p>
<p>“Celebrar o orgulho é se afirmar diante de uma sociedade que ainda insiste em discriminar. É dizer que existimos, que temos o direito de amar quem quisermos e viver como somos. Se a indignação coletiva estivesse voltada para a violência cotidiana — e não para a vida privada das pessoas —, o mundo seria muito melhor.”</p>
<p>A fala sintetiza o sentido político da data. Em um contexto de crescimento da violência, o 25 de março reforça que o orgulho LGBTQIA+ não é apenas celebração, mas resistência ativa. É a defesa da vida, da liberdade e da igualdade — princípios que seguem sendo reivindicados diariamente.</p>
<p>Fonte: CUT Brasil<br />
Foto: Reprodução</p>
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		<title>Carta aberta à sociedade Brasileira: O erro estratégico da falência da OI, Serede e Tahto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sinttel Piauí]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Feb 2026 13:02:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CUT]]></category>
		<category><![CDATA[DESTAQUES]]></category>
		<category><![CDATA[FITRATELP]]></category>
		<category><![CDATA[SINTTELPI]]></category>
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		<category><![CDATA[serede]]></category>
		<category><![CDATA[sinttel piaui]]></category>
		<category><![CDATA[Tahto]]></category>
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					<description><![CDATA[Pela Preservação dos Direitos Trabalhistas, da Operação Viável e da Transparência Patrimonial. As Federações representativas dos trabalhadores em telecomunicações, em nome de uma categoria que representa dezenas de milhares de famílias em todo o território nacional, manifestam seu profundo inconformismo com a decisão da 7ª Vara Empresarial do TJRJ. A decretação de falência da SEREDE &#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Pela Preservação dos Direitos Trabalhistas, da Operação Viável e da Transparência Patrimonial.</p>
<p>As Federações representativas dos trabalhadores em telecomunicações, em nome de uma categoria que representa dezenas de milhares de famílias em todo o território nacional, manifestam seu profundo inconformismo com a decisão da 7ª Vara Empresarial do TJRJ. A decretação de falência da SEREDE ignora ativos bilionários do Grupo Oi e, ao manter uma gestão inerte, coloca em risco iminente, entre outros, o recebimento das verbas rescisórias dos trabalhadores que foram, ou ainda serão desligados.</p>
<p>A falência desconsidera o valor da venda da sucata de cobre (atividade rentável da SEREDE), dos bens imóveis não reversíveis, dos depósitos recursais e dos créditos judiciais favoráveis à companhia.</p>
<p>1. O Patrimônio negligenciado como Fonte de Recursos Diferente do cenário de escassez absoluta propagado, o Grupo Oi detém infraestrutura massiva que poderia ter sido convertida em liquidez para honrar compromissos trabalhistas e operacionais:</p>
<p>* Rede de Dutos: A Oi detém 11.573 km de dutos remanescentes (base Março/24).</p>
<p>* Infraestrutura Aérea: São 105 mil km de rede instalada nas 20 maiores cidades de cada unidade da federação.</p>
<p>* Ativos Físicos: O inventário registra 22.526 postes próprios e uma base histórica de 350 Postos de Serviços (PS) em 200 municípios.</p>
<p>* Há de se considerar ainda a fatia relevante de 27,26% (até início de 2026) de participação da Oi S/A na V.tal, além dos milhares de imóveis, que em uma análise simplista, certamente ultrapassa os 12,3 Bilhões de reais.</p>
<p>* A estrutura de clientes estratégicos atendidos pelo Oi Soluções é um outro fator relevante que não está tendo a atenção devida, impactando na perda de profissionais altamente qualificados além de clientes que, não vendo nenhuma Docusign Envelope ID: 20EC4021-1493-4D58-8F31-8ED4F4C8D8BA iniciativa de continuidade da empresa já começam a buscar outras alternativas o que tem impactado fortemente a receita da Cia.</p>
<p>2. A Inércia que consome o Caixa e Assombra o Trabalhador Criticamos a falta de controle e criatividade da gestão judicial. É inaceitável que a administração declare desconhecer informações sobre redes em condomínios, hotéis ou o potencial de repetidoras. Essa negligência patrimonial é acompanhada de uma gestão de pessoal temerária:</p>
<p>* Endividamento e Inércia: A manutenção de centenas ou talvez milhares de empregados sem atividades definidas, acelera o endividamento com aumento de custo desnecessário e queima o exaurido caixa da empresa, principalmente pela redução da receita do Oi Soluções, pela falta de foco e apoio ao crescimento e continuidade da empresa.</p>
<p>* Risco de Calote: Esta situação assombra os atuais empregados com a perspectiva real de que pode repetir o acontecido com a SEREDE e nada receberem após a consolidação da falência.</p>
<p>* Urgência nas Rescisões: É imperativo que se pague imediatamente os direitos trabalhistas dos empregados da SEREDE já demitidos.</p>
<p>3. Por uma Reestruturação Ordenada da Oi S/A</p>
<p>Exigimos uma transição coerente com a sobrevivência da única operação rentável restante, a Oi Soluções. Para que ela sobreviva, a gestão deve:</p>
<p>* Afastar o receio dos clientes da Oi Soluções através de uma gestão que priorize soluções práticas em vez de decisões que visam apenas honorários advocatícios.</p>
<p>* Proceder com demissões de forma ordenada e coerente dos inúmeros empregados que atualmente estão sem nenhuma atividade, priorizando o pagamento integral das verbas trabalhistas, estancando a sangria do caixa. Neste aspecto, as entidades sindicais estão buscando todos os esforços para que a Oi apresente um plano de demissão voluntária que seria o mínimo reconhecimento aos empregados que passaram por inúmeras transformações e ajudaram a trazer a cia até aqui.</p>
<p>* Utilizar a infraestrutura aérea remanescente e a logística da SEREDE para gerar receita imediata e adicional em novos mercados, como por exemplo manutenção predial, ou até mesmo para os demais ISPs.</p>
<p>A falência não pode ser um salvo-conduto para o desperdício de patrimônio, o desrespeito ao trabalhador ou até mesmo vontade pessoal que não condizem com a Docusign Envelope ID: 20EC4021-1493-4D58-8F31-8ED4F4C8D8BA grandeza e o potencial da Oi . Exigimos diligência com todos os bens da Oi, que são ativos preciosos para que se possa dar continuidade ou até mesmo garantir que cada trabalhador receba o que lhe é de direito.</p>
<p>Os empregados vivem sob a angústia constante de que a Oi possa entrar em estado de falência, como aconteceu com a sua subsidiária SEREDE, onde a instabilidade jurídica impede o encerramento regular dos contratos de trabalho com o devido pagamento de seus direitos, trazendo um prejuízo imenso para centenas de empregados.</p>
<p>As entidades sindicais, legítimas representantes de milhares de empregados das respectivas empresas, exigem que os Administradores Judiciais Sr. Bruno Rezende e Sra Tatiana Binato apresentem um plano estruturado a respeito de suas intenções para com as Empresas Oi S/A, SEREDE e TAHTO. O silêncio dos Administradores, até o momento, não contribui com aquilo que se espera de uma gestão que visa atender os interesses da sociedade, dos seus credores e principalmente de seus empregados.</p>
<p>Brasília, Rio de janeiro, São Paulo, 19 de fevereiro de 2026.</p>
<p>José Roberto Silva – presidente da FENATTEL</p>
<p>João de Moura Neto – presidente da FITRATELP</p>
<p>Luís Antonio Sousa da Silva – presidente da FITTLIVRE</p>
<p>Fonte: Fitratelp</p>
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		<title>Novas regras para vales-alimentação e refeição entram em vigor</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Feb 2026 12:30:05 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[DESTAQUES]]></category>
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					<description><![CDATA[As novas regras do sistema de vale-alimentação e vale-refeição entram em vigor nesta terça-feira (10). Em novembro do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto que altera o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) com o objetivo de ampliar a transparência, a concorrência e a integridade no setor. Agora, a taxa de desconto (MDR) &#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As novas regras do sistema de vale-alimentação e vale-refeição entram em vigor nesta terça-feira (10). Em novembro do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto que altera o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) com o objetivo de ampliar a transparência, a concorrência e a integridade no setor.</p>
<p>Agora, a taxa de desconto (MDR) cobrada dos supermercados e restaurantes, pelas operadoras, não pode ultrapassar 3,6%. A tarifa de intercâmbio tem teto de 2%, sendo vedada qualquer cobrança adicional.</p>
<p>Além disso, o repasse do dinheiro aos estabelecimentos deve ocorrer em até 15 dias corridos após a transação. Até então, restaurantes e similares recebiam os valores 30 dias após as transações.</p>
<p>Já estavam em vigor, com a assinatura do decreto, as regras de proteção, com a proibição de práticas comerciais abusivas, como deságios, descontos, benefícios indiretos, prazos incompatíveis com repasses pré-pagos e vantagens financeiras não relacionadas à alimentação.</p>
<p>A nova regulamentação do PAT já foi questionada na Justiça pelas maiores empresas de vale-alimentação e refeição do país, que obtiveram liminares suspendendo fiscalização ou aplicação de punições. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), “por ora, elas estão protegidas de sanções por descumprimento das regras de taxas e prazos, mas não estão dispensadas das demais obrigações do decreto e do PAT”.</p>
<p>“É fundamental que todas as empresas ajustem suas operações para estar em conformidade com o novo normativo, inclusive aquelas que possuem liminar.</p>
<p>As liminares não suspendem a vigência do decreto como um todo, nem estendem seus efeitos a outras empresas. O decreto está em pleno vigor e deve ser integralmente cumprido. A obrigatoriedade de observância das novas regras, como o teto de taxas e os prazos de liquidação, é imediata para todo o mercado, segundo a pasta.</p>
<p>As mudanças no programa beneficiam mais de 22 milhões de trabalhadores, que terão maior liberdade de escolha e melhor aceitação dos cartões. O decreto também traz equilíbrio para empresas e estabelecimentos, garantindo que os recursos sejam usados exclusivamente para alimentação.</p>
<p>Criado em 1976, o PAT é a política pública mais antiga do MTE e vai completar 50 anos em 2026. O programa conta com 327 mil empresas cadastradas e alcança 22,1 milhões de trabalhadores em todo o país.</p>
<p>Próximas mudanças</p>
<p>Outra mudança entra em vigor a partir de 10 de maio, com a transição do sistema atual, em que o cartão de vale-alimentação ou vale-refeição só pode ser utilizado em estabelecimentos credenciados por uma única operadora, para um novo arranjo, no qual o benefício poderá ser aceito em diferentes maquininhas e estabelecimentos, independentemente da empresa emissora ou da bandeira.</p>
<p>Em novembro, 360 dias após a assinatura do decreto, está prevista a interoperabilidade plena do sistema, quando qualquer cartão PAT deverá ser aceito em qualquer maquininha de pagamento no Brasil.</p>
<p>Fonte: CUT Brasil</p>
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		<title>Trabalho noturno exige atenção aos direitos na hora de assinar a contratação</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Jan 2026 12:46:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CUT]]></category>
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		<category><![CDATA[CLT]]></category>
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		<category><![CDATA[trabalho]]></category>
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					<description><![CDATA[CLT garante maior ganho financeiro para o trabalhador noturno, mas questões como a saúde física e mental devem ser levadas em consideração O trabalho noturno, essencial para o funcionamento contínuo de serviços estratégicos da economia e da sociedade moderna, impõe desafios adicionais à saúde física, mental e à vida social dos trabalhadores. Reconhecendo essas condições mais &#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="dd-m-display dd-m-display--small dd-m-background-energized-light">
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<p class="dd-m-text dd-m-text--big font-MerriWeather"><em>CLT garante maior ganho financeiro para o trabalhador noturno, mas questões como a saúde física e mental devem ser levadas em consideração</em></p>
</div>
<p>O trabalho noturno, essencial para o funcionamento contínuo de serviços estratégicos da economia e da sociedade moderna, <strong>impõe desafios adicionais à saúde física, mental e à vida social dos trabalhadores</strong>. Reconhecendo essas condições mais duras, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelece o pagamento de adicional noturno mínimo de 20% sobre a hora diurna e obrigações do empregador em prevenir riscos físicos, químicos, biológicos e psicossociais.</p>
<p>No entanto, é por meio dos <strong>acordos e convenções coletivas</strong>, negociados pelos sindicatos, que esse direito muitas vezes é ampliado, garantindo remuneração mais justa e melhores condições de trabalho para quem atua à noite. Outras cláusulas também garantem maior cuidado com a saúde do trabalhador e da trabalhadora<strong>. </strong>Essas conquistas demonstram que os acordos coletivos não apenas complementam a legislação, mas cumprem um papel fundamental na valorização do trabalho noturno, reduzindo desigualdades e garantindo que direitos avancem além do piso legal estabelecido pela CLT. São esses aspectos financeiros e de saúde que os sindicatos destacam em seus acordos e convenções coletivas de trabalho &#8211; sendo um tema a ser abordado adiante com maiores detalhes.</p>
<p>Para tirar algumas dúvidas, o Portal CUT ouviu a advogada Juliana Dias, do escritório LBS Advogadas e Advogados, que explica quando se caracteriza o trabalho noturno.</p>
<p><strong>Em que horário é caracterizado o trabalho noturno?</strong></p>
<p><strong>Juliana Dias </strong>&#8211; Segundo a CLT, o horário de trabalho considerado noturno é aquele exercido entre as 22h de um dia até as 5h do dia seguinte, para os empregados urbanos. Para os empregados rurais, o horário é das 21h às 5h para os que exercem atividade na lavoura e das 20h às 4h para os empregados da pecuária, de acordo com a Lei nº 5.889/73.</p>
<p><strong>Qual a diferença no adicional noturno entre trabalhadores urbanos e rurais?</strong></p>
<p><strong>Juliana Dias &#8211; </strong>A CLT estabelece que o empregado que trabalhe no período considerado noturno deve receber um adicional de, no mínimo, 20% sobre a hora diurna. Já os trabalhadores rurais têm direito a um adicional noturno de 25% (Lei nº 5.889/73).</p>
<p><strong>É possível receber adicionais maiores?</strong></p>
<p><strong>Juliana Dias &#8211; </strong>Sim. Algumas categorias convencionam, por meio de negociações coletivas, um percentual maior aos empregados que trabalham em jornada noturna, como, por exemplo, os bancários, que recebem adicional de 35%, e os empregados da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), que recebem adicional de 50% sobre o valor da hora noturna. Caso o empregado deixe de trabalhar no horário noturno, deixa de ter direito ao recebimento do adicional.</p>
<p><strong>A contagem da hora noturna é diferente da hora “normal” de 60 minutos? Por quê?</strong></p>
<p><strong>Juliana Dias – </strong>Sim. A CLT estabelece que a contagem da hora noturna é de 52 minutos e 30 segundos, o que, na prática, garante ao trabalhador que possui uma jornada de trabalho de 8 horas trabalhar, efetivamente, 7 horas.</p>
<p><strong>Qual a jornada máxima do trabalho noturno?</strong></p>
<p><strong>Juliana Dias &#8211;  </strong>A jornada máxima de trabalho noturno é a mesma do trabalho diurno, qual seja, 44 horas semanais. A forma de distribuição dessas horas varia de acordo com a jornada e a natureza da atividade desenvolvida pelo empregado.</p>
<p><strong>O adicional do trabalho noturno reflete nos demais direitos?</strong></p>
<p><strong>Juliana Dias – </strong>Sim. Os valores pagos a título de adicional noturno devem ser considerados nos cálculos das demais parcelas salariais, como horas extras, décimo terceiro salário, férias e FGTS.</p>
<p><strong>O adicional pode ser pago a mais se a jornada se estender após o horário considerado noturno?</strong></p>
<p><strong>Juliana Dias &#8211; </strong>Caso o trabalhador cumpra sua jornada integralmente no horário noturno e venha a estender a jornada, as horas subsequentes também serão consideradas noturnas.</p>
<p><strong>O horário noturno dá direito a pausas e descanso?</strong></p>
<p><strong>Juliana Dias &#8211; </strong>Os trabalhadores que exercem suas atividades no período noturno têm os mesmos direitos dos demais trabalhadores no que se refere aos intervalos para descanso e alimentação, que devem ser concedidos de acordo com a quantidade de horas trabalhadas, nos termos da legislação.</p>
<p><strong>O que o trabalhador pode fazer se a empresa não cumprir o que diz a legislação?</strong></p>
<p><strong>Juliana Dias &#8211; </strong>Caso o empregado que trabalhe no horário noturno tenha seus direitos desrespeitados, deve procurar auxílio junto ao sindicato de sua categoria profissional, que irá orientá-lo quanto às medidas que podem ser adotadas, tanto na esfera administrativa quanto na esfera jurídica.</p>
<p><strong>Quais as proteções à saúde que devem ter esses trabalhadores?</strong></p>
<p><strong>Juliana Dias &#8211; </strong>O trabalho em período noturno, por ser mais desgastante fisicamente, pode provocar alterações na saúde do trabalhador, tais como distúrbios do sono, estresse, depressão e doenças cardiovasculares. Portanto, <strong>é importante que o trabalhador priorize momentos de descanso e esteja atento aos cuidados com a saúde</strong>. O objetivo da norma é reconhecer que o trabalho desempenhado à noite é mais desgastante e, por isso, o empregado trabalha uma hora a menos em relação à sua jornada convencional. Além disso, os trabalhadores noturnos têm os mesmos direitos dos demais trabalhadores no que se refere a um ambiente de trabalho saudável.</p>
<p>Fonte: CUT Brasil</p>
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		<title>&#8220;Se Tudo Der Errado, Viro CLT&#8221;: Meme Vira Alerta para Sindicatos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sinttel Piauí]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Dec 2025 18:51:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CUT]]></category>
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		<category><![CDATA[sindicatos]]></category>
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					<description><![CDATA[O meme &#8220;Viro CLT se der tudo errado&#8221; revela que jovens rejeitam a precarização. 68% preferem autonomia, mas confiam mais nos sindicatos (49 pontos) que o total (41). É hora de unir proteção e direitos. No início de 2025, bordões como “xô, CLT” e “se der tudo errado, viro CLT” viralizaram nas redes sociais, associando &#8230;]]></description>
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<p class="dd-m-text dd-m-text--big font-MerriWeather"><em>O meme &#8220;Viro CLT se der tudo errado&#8221; revela que jovens rejeitam a precarização. 68% preferem autonomia, mas confiam mais nos sindicatos (49 pontos) que o total (41). É hora de unir proteção e direitos.</em></p>
<p>No início de 2025, bordões como “xô, CLT” e “se der tudo errado, viro CLT” viralizaram nas redes sociais, associando o emprego formal ao sinônimo de fracasso. Essa tendência, amplamente difundida entre adolescentes e jovens, acendeu um debate crucial: por que a nova geração demonstra tamanha aversão à carteira assinada?</p>
<p>A chave para entender o fenômeno está em como a experiência concreta do trabalho — marcada por salário baixo, jornada pesada, transporte lotado, chefias abusivas e pouco tempo de lazer — se associou à imagem da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Nesse cenário, a promessa de &#8220;autonomia&#8221; surge como uma fuga sedutora, mesmo que venha acompanhada de insegurança e ausência de proteção social.</p>
<p>Em pesquisa do IBGE (junho/2025), mostrou que 59% dos brasileiros preferem trabalhar por conta própria (autônomos), enquanto 39% preferem o emprego formal. Entre os jovens, de 16 a 24 anos, a preferência pela autonomia chega a 68%. Ao mesmo tempo, o estudo revela uma ambivalência importante: 67% consideram mais importante ter carteira assinada mesmo ganhando menos, enquanto 31% aceitariam trabalhar sem registro em troca de salário maior (2% não souberam). Esses dados revelam que a autonomia atrai, mas a segurança da carteira assinada continua sendo um valor central. A informalidade, muitas vezes, é vista como uma &#8220;troca&#8221; imposta pela necessidade, e não uma escolha ideal.</p>
<p>Para compreender essa dinâmica, é necessário entender o papel dos sindicatos nesse cenário. Apesar do tom depreciativo observado nas redes sociais, pesquisas indicam nuances na percepção do trabalho, mostrando que a valorização dos direitos de proteção ainda é significativa. O Índice de Confiança Social (ICS 2025), da Ipsos-Ipec, mede confiança em instituições numa escala de 0 a 100 (a pesquisa atribui pesos para respostas de “muita”, “alguma”, “quase nenhuma” e “nenhuma” confiança).<br />
Neste índice, em 2025, os sindicatos registram 41 pontos — um patamar baixo no ranking geral de instituições avaliadas. O mesmo estudo, no entanto, indica que, entre os jovens, o grau de confiança nos sindicatos supera a média geral de pontos. Sendo:</p>
<p>16–24 anos: 49</p>
<p>25–34 anos: 45</p>
<p>Total geral: 41</p>
<blockquote><p><em>       A Juventude Não Está &#8220;fechada&#8221;: Os jovens confiam mais nos sindicatos do que na média geral.</em></p></blockquote>
<p>Esse dado reforça que a juventude não rompeu com a ideia de representação coletiva. O resultado sugere que existe uma base real para reconstruir a relação entre juventude e sindicalismo, o desafio reside em alinhar a atuação sindical com as necessidades e a percepção dessa juventude.</p>
<p>Portanto, é fazer com que o sindicato seja percebido como um instrumento de proteção e autonomia, e não como o &#8220;carimbo de perrengue&#8221;. Esse detalhe é decisivo: a juventude não está rejeitando o direito em si, mas a experiência concreta de trabalho mal remunerado e exaustivo que, na prática, se associou à carteira assinada. E quando esta experiência aparece associada ao cansaço, pouco retorno e pouco tempo de lazer, a promessa da autonomia vira um atalho sedutor — mesmo que, no mundo real, resulte em renda instável, zero proteção e risco aumentado. A trend funciona, portanto, como um marcador simbólico da precarização.</p>
<p>Contudo, a queda na confiança geral em sindicatos (de 47 em 2024 para 41 em 2025) reforça a urgência da ação, pois a confiança é essencial para a mobilização, na organização de base e na disputa de narrativas em um ambiente em que o trabalho está fragmentado (CLT, PJ, MEI, plataformas) e a ideologia do “empreendedor de si mesmo” ganha força.</p>
<p>A análise por grupos sociais revela dimensões importantes dessa percepção. O Índice de Confiança Social (ICS 2025) e as demais pesquisas revelam ainda que a percepção sobre os sindicatos e a proteção social não é uniforme na sociedade brasileira.</p>
<p>Os recortes de confiança apontam que o sindicalismo possui maior base social e legitimidade nos segmentos em que a vulnerabilidade e a exploração no trabalho são mais evidentes:</p>
<ul>
<li aria-level="1">Socioeconômicas e Regionais: maior confiança nas classes D/E e na região Nordeste, em contraste com a menor confiança nas classes A/B e na região Sudeste.</li>
<li aria-level="1">Gênero e Escolaridade: Maior confiança entre mulheres e indivíduos com nível de escolaridade mais baixo (Ensino Fundamental).</li>
</ul>
<p>Esses indicadores sugerem que a confiança nas entidades de representação coletiva é inversamente proporcional à condição socioeconômica e à autonomia percebida no mercado de trabalho.</p>
<p>Por fim, a popularização da expressão &#8220;se tudo der errado, viro CLT&#8221; deve ser interpretada como um sintoma da insatisfação com a precarização do emprego (salário, jornada, assédio) e não como uma rejeição aos direitos formais. O dado mais significativo é que, em um cenário de baixa confiança geral, a juventude (16-24 anos) aparece como um segmento com abertura à organização coletiva (49 pontos de confiança), reconhecendo implicitamente a necessidade de proteção. O desafio central é reconstruir a ponte entre direitos formais e experiências reais de trabalho, para demonstrar que direitos podem caminhar junto com liberdade e qualidade de vida. As pesquisas indicam que a defesa da autonomia e dos direitos trabalhistas deve ser articulada de forma a enfrentar a precarização real do trabalho, transformando a abertura da juventude em vínculo efetivo com a defesa da dignidade profissional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pesquisa <a href="https://www.ipsos.com/sites/default/files/ct/news/documents/2025-07/250160_ICS_INDICE_CONFIANCA_SOCIAL_2025.pdf">IPSos</a><br />
Pesquisa <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-11/numero-de-sindicalizados-no-brasil-para-de-cair-e-chega-91-milhoes#:~:text=O%20n%C3%BAmero%20de%20trabalhadores%20sindicalizados,3%20milh%C3%B5es%20de%20trabalhadores%20ocupados.">IBGE</a></p>
</div>
<p>Fonte: CUT Brasil<br />
Foto: Divulgação</p>
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