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	<title>desemprego &#8211; Sinttel Piauí</title>
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	<description>Sinttel - Sindicato Trabalhadores Em Telecomunicações do Estado do Piauí</description>
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		<title>Pressão, medo do desemprego, perda de direitos: o outro lado da pandemia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[fernando alencar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Apr 2021 15:05:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O que já era ruim piorou muito diante da covid-19 e das mudanças no mundo do trabalho; o resultado é um país com uma legião de adoecidos que só cresce

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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Pressão por metas, medo constante do desemprego, direitos cada vez mais escassos. Tudo isso que já assolava os trabalhadores há anos foi agravado pela pandemia do novo coronavírus. O resultado é que o Brasil terá de administrar cada vez mais uma legião de adoecidos tanto pela forma de gestão das empresas como pela precarização do trabalho. O trabalhador adoece cada vez mais na pandemia.</p>



<p>Doutora em Sociologia pela Unicamp, Luci Praun afirma que a pressão por metas é parte do cotidiano de parcela significativa da classe trabalhadora. “A adoção desse dispositivo resulta dos processos de reorganização do trabalho realizados a partir dos anos 1980-90, baseados em modelos de gestão flexível”, diz. “Essa gestão flexível introduziu não somente a gestão por metas, mas, além de outros, um dispositivo que opera de forma diretamente articulada às metas, potencializando a pressão sobre os trabalhadores e trabalhadoras: as avaliações de desempenho individuais e coletivas.”</p>



<p>Autora do livro&nbsp;<em>Reestruturação Produtiva, Saúde e Degradação do Trabalho</em>, Praun explica que essas formas de pressão têm efetividade como parte de um contexto em que há profunda precarização do trabalho. “À pressão por metas soma-se à pressão exercida pelo desemprego crescente, pela perda constante de direitos, baixos salários, enfim, ao ambiente de incerteza e insegurança que perpassa o mundo do trabalho atualmente.”</p>



<h2 class="wp-block-heading">Trabalho em casa</h2>



<p>Toda essa pressão somou-se, há mais de um ano, à pandemia do novo coronavírus e à necessidade de ficar em casa para evitar o contágio pela covid-19. Isso, além de aprofundar pressões já existentes, instituiu outras . E o trabalhador adoece mais na pandemia. “Um exemplo pode ser localizado na ampliação do uso do teletrabalho e do home office. Essas formas de organização do trabalho têm incorporado, em muitas situações, os chamados planos de trabalho”, ensina a socióloga. “Sob o pretexto de que o trabalho está sendo realizado à distância, sem o controle direto da chefia imediata, foi construído o falso argumento da necessidade de estabelecimento de metas a serem atingidas.”</p>



<p>Praun cita o aumento dos trabalhos por aplicativos, o chamado trabalho uberizado. “Ele articula não somente a avaliação de desempenho ao cumprimento de metas, mas diretamente a remuneração. Ganha-se na medida em que entrega-se o serviço, e a permanência neste tipo de trabalho também depende da avaliação realizada diretamente pelo consumidor.”</p>



<h3 class="wp-block-heading">Saúde comprometida</h3>



<p>Luci Praun integra o Grupo de Pesquisa Mundo do Trabalho e suas Metamorfoses, da Unicamp, e deixa claro: essas formas assumidas pelo trabalho têm repercutido negativamente na saúde dos trabalhadores. “É preciso salientar que as metas estão a serviço de ampliar a produtividade e a intensidade do trabalho. Menos trabalhadores fazendo muito mais atividades e tarefas que antes”, ensina. “Sendo assim, elas operam no sentido de retirar do trabalhador o máximo possível no menor espaço de tempo. Os resultados têm sido a formação de um contingente crescente de adoecidos, homens e mulheres esgotados e inseguros quanto ao futuro.”</p>



<p>A médica Maria Maeno, mestre e doutora em Saúde Pública, ressalta que o trabalho remoto representa um passo a mais a aprofundar a impossibilidade de desconexão. E isso pode piorar a situação em que o trabalhador adoece na pandemia. “O habitual contexto de insegurança e de medo de demissão se combinam ao do trabalho remoto e potencializam a invasão dos ‘tempos livres’ pelo trabalho. São ingredientes favoráveis para maiores possibilidades de pressão e adoecimento, com acometimento físico e psíquico”, avalia a médica. “E não se trata de um problema individual, mas de saúde pública que atinge os trabalhadores em escala crescente.”</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quadros agravados</h3>



<p>Especialista em Saúde do Trabalhador, Maria Maeno ressalta um outro aspecto importante a ser considerado nesse contexto em que reinam medo da demissão, sobrecarga de trabalho e impossibilidade de desconexão. “As pessoas com doenças crônicas tendem a diminuir ou abandonar o acompanhamento clínico, o que contribui para o agravamento dos seus quadros”, afirma. “Relevante lembrar que segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2014), 57,4 milhões, que perfazem 40% da população adulta brasileira, tem pelo menos uma doença crônica não transmissível, como diabetes, hipertensão arterial, afecção da coluna e depressão. Essas doenças são responsáveis por 72% das causas de óbitos no Brasil.”</p>



<p>A médica explica que esse tipo de doenças têm origem multicausal. “Assim, o reconhecimento do peso da atividade laboral em seu desencadeamento ou agravamento, será ainda mais dificultado no trabalho remoto combinado eventualmente com regime de trabalho intermitente.”</p>



<h3 class="wp-block-heading">Governo que atrapalha</h3>



<p>As dificuldades decorrentes da pandemia do novo coronavírus em todo o mundo, no Brasil são agravadas pela postura negacionista do governo federal. Enquanto diversos países lançam pacotes bilionários de incentivo e apoio às pessoas e ao setor privado, o governo de Jair Bolsonaro reduziu a presença do Estado na economia e como provedor das políticas sociais. Assim, observa o&nbsp;<a href="https://www.dieese.org.br/boletimdeconjuntura/2021/boletimconjuntura27.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Dieese</a>&nbsp;em seu boletim de conjuntura de março passado, enquanto o trabalhador adoece na pandemia, a atuação do governo afasta qualquer perspectiva futura de recuperação do mercado de trabalho e de desenvolvimento nacional.</p>



<p>“A taxa de desocupação ficou em 13,9% no quarto trimestre de 2020 e, na média do ano, alcançou 13,5%, a maior desde 2012. Eram 13,4 milhões de pessoas procurando trabalho no país”, detalha o instituto. “O número de desalentados no quarto trimestre de 2020, pessoas que desistiram de procurar emprego por não acreditarem que vão encontrar uma vaga, alcançou 5,8 milhões de pessoas, alta de 16,1% em relação a 2019 e também o maior contingente da série anual da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).”</p>



<p>De acordo com o Dieese, esses dados revelam piora em relação aos dois anos anteriores, em decorrência da paralisação de alguns setores, devido à pandemia de covid-19. “No ano passado, a população ocupada foi reduzida em 7,3 milhões de pessoas, chegando ao menor número da série anual desde 2012. O Brasil saiu, em 2019, de 93,4 milhões de ocupados – o maior contingente da série histórica ­ para 86,1 milhões, em 2020. Segundo os técnicos do IBGE, pela primeira vez na série histórica anual, menos de 50% da população em idade para trabalhar estava ocupada no país. Esse fato revela a gravidade do momento que o Brasil atravessa.”</p>



<h3 class="wp-block-heading">E pode piorar</h3>



<p>O instituto alerta: diante da retomada do auxílio emergencial em valores inferiores, a evolução do desemprego e as “trapalhadas” no processo de vacinação contra a covid-19, a situação da economia pode se agravar ainda mais. “Um dos fatores essenciais para o processo industrial é a solidez do mercado de massas, ou seja, a capacidade da população para consumir, articulada com políticas tecnológicas e de inovação. Nos últimos anos, o mercado interno tem sido sistematicamente afetado pelo desemprego, empobrecimento da população, precarização do trabalho, aprofundamento da desindustrialização etc. Todo esse processo, amplamente aprofundado com o governo de Jair Bolsonaro, afeta diretamente a produção industrial interna.”</p>



<p>Cresceu também o trágico número de famílias em situação de extrema pobreza, o maior desde 2014. São mais de 14 milhões ou cerca de 39,9 milhões de pessoas na miséria no Brasil. São famílias que sobrevivem com renda mensal de até R$ 89 por pessoa. “O país tem uma “bomba-relógio” social. Da parte do governo, não há plano ou estratégia para enfrentar uma crise dessa magnitude”, define o Dieese.</p>



<p></p>



<p>Fonte: CUT</p>
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		<title>Hoje é o último dia para pedir o auxílio emergencial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[fernando alencar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2020 14:10:39 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Caixa Econômica]]></category>
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					<description><![CDATA[Para quem ainda não se cadastrou a fim de receber o auxílio emergencial de R$ 600, o prazo termina nesta quinta-feira (2), às 23h59, informou a Caixa Econômica Federal. O auxílio emergencial é um benefício financeiro destinado a trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos, desempregados e pessoas de baixa renda e tem por objetivo fornecer proteção emergencial &#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item-wrap">
<p>Para quem ainda não se cadastrou a fim de receber o auxílio emergencial de R$ 600, o prazo termina nesta quinta-feira (2), às 23h59, informou a Caixa Econômica Federal. O auxílio emergencial é um benefício financeiro destinado a trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos, desempregados e pessoas de baixa renda e tem por objetivo fornecer proteção emergencial no período de enfrentamento à crise causada pela pandemia do novo coronavírus.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1310707&amp;o=node" /></p>
<p>Inicialmente proposto para vigorar por três meses, com o pagamento de três parcelas de R$ 600, o benefício foi prorrogado por mais dois meses, com o pagamento de mais duas parcelas. Pelas regras, até duas pessoas da mesma família podem receber o auxílio. Para as famílias em que a mulher seja a única responsável pelas despesas da casa, o valor pago mensalmente é de R$ 1.200.</p>
<h2>Quem pode se cadastrar?</h2>
<p>A Lei 13.982/2020, que instituiu o auxílio emergencial, foi aprovada pelo Congresso Nacional em abril e definiu os critérios para ser incluído no programa. Para ter acesso ao benefício, a pessoa deve cumprir, ao mesmo tempo, os seguintes requisitos:</p>
<p>&#8211; Ser maior de 18 anos de idade ou ser mãe adolescente</p>
<p>&#8211; Não ter emprego formal</p>
<p>&#8211; Não ser agente público, inclusive temporário, nem exercer mandato eletivo</p>
<p>&#8211; Não receber benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou de outro programa de transferência de renda federal que não seja o Bolsa Família</p>
<p>&#8211; Ter renda familiar mensal <em>per capita</em> (por pessoa) de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos (R$ 3.135,00)</p>
<p>&#8211; Não ter recebido rendimentos tributáveis, no ano de 2018, acima de R$ 28.559,70</p>
<p>&#8211; Estar desempregado ou exercer atividades na condição de microempreendedor individual (MEI), ser contribuinte individual ou facultativo do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) ou trabalhador informal inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).</p>
<h2>Como se cadastrar</h2>
<p>Quem estava no Cadastro Único até o dia 20 de março e que atende às regras do programa, recebe os pagamentos sem precisar se cadastrar no <em>site</em> da Caixa. Quem tem o Bolsa Família pode receber o auxílio emergencial, desde que ele seja mais vantajoso. Nesse período, o Bolsa Família de quem recebe o auxílio fica suspenso.</p>
<p>As pessoas que não estão inscritas no Bolsa Família nem no CadÚnico e preenchem os requisitos do programa podem se cadastrar no site auxilio.caixa.gov.br ou pelo APP CAIXA | Auxílio Emergencial, disponível nas lojas de aplicativos. Depois de fazer o cadastro, a pessoa pode acompanhar se vai receber o auxílio emergencial, consultando no próprio <em>site</em> ou aplicativo.</p>
<p>O Ministério da Cidadania informou, na semana passada, que já recebeu mais de 124 milhões de solicitações do auxílio emergencial, sendo que cerca de 65 milhões foram considerados elegíveis e 41,59 milhões foram apontados como inelegíveis, por não atenderem aos critérios do programa. Existem ainda quase 17 milhões de inscrições classificadas de inconclusivas &#8211; quando faltam informações para o processamento integral do pedido. Quem estiver nessa situação deve refazer o cadastro por meio do <em>site</em> ou aplicativo do programa.</p>
<p>Mais informações sobre o auxílio emergencial também podem ser obtidas na página do <a href="https://www.gov.br/cidadania/pt-br/servicos/auxilio-emergencial" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Ministério da Cidadania</a> na internet.</p>
</div>
<p class="alt-font font-italic my-2 small text-info">Edição: Graça Adjuto<br />
Fonte: EBC</p>
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		<title>IBGE: taxa de desemprego de jovens atinge 27,1%</title>
		<link>https://www.sinttelpiaui.org.br/ibge-taxa-de-desemprego-de-jovens-atinge-271/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[fernando alencar]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 May 2020 16:10:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CUT]]></category>
		<category><![CDATA[DESTAQUES]]></category>
		<category><![CDATA[desemprego]]></category>
		<category><![CDATA[IBGE]]></category>
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					<description><![CDATA[Índice ficou bem acima da média geral do país, de 12,2%
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A taxa de desemprego entre os jovens de 18 a 24 anos de idade brasileiros ficou em 27,1% no primeiro trimestre de 2020, bem acima da média geral de 12,2% do país no período. Este comportamento foi verificado nas cinco grandes regiões, com destaque para o Nordeste, onde a estimativa foi de 34,1% de desempregados nesta faixa etária.</p>
<p>Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua (Pnad Contínua), divulgada hoje (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).</p>
<p>O desemprego entre os jovens cresceu em relação ao último trimestre de 2019, quando a taxa era de 23,8%. Segundo a pesquisadora do IBGE Adriana Beringuy, o crescimento é esperado devido às dispensas de trabalhadores temporários contratados para o período de final do ano. “A maior parte dos temporários dispensados no início do ano são jovens, o que faz com que a queda no nível de ocupação seja maior nesta faixa”, explica Adriana.</p>
<p>Outro dado da pesquisa é que a taxa entre as mulheres brasileiras ficou em 14,5% no primeiro trimestre deste ano, 4,1 pontos percentuais acima da taxa observada entre os homens no mesmo período (10,4%).  Os dados também mostram disparidade entre as pessoas que autodeclararam sua cor para o IBGE. A taxa entre os brancos ficou em 9,8%, bem abaixo das pessoas pardas (14%) e pretas (15,2%).</p>
<p>Para o contingente de pessoas com ensino médio incompleto, a taxa ficou em 20,4%, superior à verificada para os demais níveis de instrução. Aqueles com nível superior completo registraram uma taxa de 6,3%.</p>
<h2>Estados</h2>
<p>As maiores taxas de desemprego no primeiro trimestre deste ano foram registradas na Bahia (18,7%), Amapá (17,2%), Alagoas e Roraima (16,5%). Já as menores ficaram com Santa Catarina (5,7%), Mato Grosso do Sul (7,6%) e Paraná (7,9%).</p>
<p>Na comparação com o último trimestre de 2019, a taxa de desemprego cresceu em 12 locais, permanecendo estável nas outras 15 unidades da federação. Os estados com maiores altas foram Maranhão (3,9 pontos percentuais, chegando a 16,1% no primeiro trimestre), Alagoas (2,9 pontos percentuais, chegando a 16,5%) e Rio Grande do Norte (2,7 pontos percentuais, chegando a 15,4%).</p>
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		<title>Média anual de desempregados pulou de 6,7 para 12,8 milhões entre 2014 e 2018</title>
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		<dc:creator><![CDATA[fernando alencar]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Feb 2019 12:56:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CUT]]></category>
		<category><![CDATA[desemprego]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>
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					<description><![CDATA[No mesmo período, média anual de desalentados passou de 1,9 para 4,7 milhões - aumento de 209,1% - e a de subutilizados passou de 15,5 para 27,4 milhões - alta de 76,8%]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar de estáveis, continuam altos os números de desempregados, de trabalhadores e trabalhadoras subutilizados (aqueles que trabalham menos de 40 horas por semana e gostariam de trabalhar mais), desalentados (aqueles que desistiram de procurar emprego depois de muito tentar) e os sem carteira assinada, segundo os dados da PNAD-Contínua divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (31).</p>
<p>A <strong>taxa de desemprego</strong> do trimestre móvel encerrado em dezembro de 2018 foi de 11,6%, menor do que a do trimestre de julho a setembro (11,9%) e estável em relação a do último trimestre de 2017 (11,8%). Neste trimestre, 12,2 milhões de trabalhadores estavam desempregados &#8211; queda de 2,4% em relação ao trimestre anterior.</p>
<blockquote class="dd-blockquote"><p>Entre 2014 e 2018, a média de desempregados pulou de 6,7 milhões para 12,8 milhões, alta de 90,3%.</p>
<footer>&#8211;</footer>
</blockquote>
<p>A taxa composta de <strong>subutilização da força de trabalho</strong> (percentual de pessoas desempregadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação à força de trabalho ampliada) foi de  23,9% no trimestre encerrado em dezembro. Na comparação com o mesmo trimestre de 2017 (23,7%) a taxa ficou estável, mas ainda atinge 27 milhões de trabalhadores, 560 mil a mais do que no mesmo trimestre de 2017.</p>
<blockquote class="dd-blockquote"><p>A média anual de subutilizados passou de 15,5 milhões para 27,4 milhões entre 2014 e 2018. A alta foi de 76,8%.</p>
<footer>&#8211;</footer>
</blockquote>
<p>Já o total de <strong>pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas</strong> foi estimado em aproximadamente 6,9 milhões no trimestre fechado em dezembro, estável em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo trimestre de 2017, houve alta de 7,0%, quando havia no Brasil 6,5 milhões de pessoas subocupadas.</p>
<p>O <strong>número de pessoas desalentadas</strong> (4,7 milhões) também ficou estável em relação ao trimestre julho a setembro de 2018, mas subiu 8,1% se comparado ao mesmo trimestre de 2017 (mais 355 mil pessoas).</p>
<blockquote class="dd-blockquote"><p>Em relação à média anual, o aumento no número de desalentados foi maior ainda: 209,1% em quatro anos. Passou de 1,9 milhões em 2014 para 4,7 milhões em 2018 (mais 3,2 milhões).</p>
<footer>&#8211;</footer>
</blockquote>
<p>O total de trabalhadores no setor privado <strong>com carteira</strong> (33 milhões) e <strong>sem carteira assinada</strong> (11,5 milhões) permaneceram estáveis em relação ao trimestre anterior, mas a categoria <strong>por conta própria</strong>, com 23,8 milhões de pessoas, aumentou 1,5% no período. Na comparação com o último semestre de 2017, os empregados sem carteira e os trabalhadores por conta própria tiveram aumentos de 3,8% e 2,8%, respectivamente.</p>
<p>O <strong>número de trabalhadores do setor privado com carteira assinada</strong> (menos os trabalhadores domésticos) foi de 33,0 milhões de pessoas, ficando estável em ambas as comparações.</p>
<blockquote class="dd-blockquote"><p>Nas médias anuais, de 2014 para 2018, houve queda de -10,1% (3,6 milhões) no número de trabalhadores com carteira assinada.</p>
<footer>&#8211;</footer>
</blockquote>
<p>Já o <strong>número de empregados sem carteira assinada</strong> (11,5 milhões) subiu 3,8% (mais 427 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2017, permanecendo estável em relação ao trimestre anterior. Entre as médias anuais de 2014 para 2018, houve um aumento de 7,8% (mais 811 mil pessoas) nesse contingente.</p>
<p>O número de<strong> trabalhadores por conta própria</strong> (23,8 milhões) subiu 1,5% em relação ao trimestre anterior (mais 352 mil pessoas) e 2,8% em relação ao mesmo trimestre de 2017 (mais 650 mil pessoas).</p>
<p>Nas médias anuais, em 2012, trabalhavam por conta própria cerca de 22,8% (ou 20,4 milhões de trabalhadores) da população ocupada. Em 2018, esse percentual subiu para 25,4% (ou 23,3 milhões).</p>
<p>Os grupos de atividades que tiveram aumentos no contingente de ocupados na comparação com o trimestre anterior foram: comércio (1,5%), transporte (3,4%) e comunicação, informação e atividades imobiliárias e financeiras (1,9%).</p>
<p>“O aumento na ocupação nesses setores remete principalmente à informalidade, com aumento do trabalho por conta própria. As principais atividades com aumento no período se relacionam com as eleições, a Black Friday e a contratação temporária para o fim de ano, um fenômeno sazonal”, afirmou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, em entrevista no site da entidade.</p>
<h6><strong>Escrito por: Marize Muniz</strong></h6>
<p>Fonte: Cut</p>
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		<title>Desemprego é maior entre mulheres negras e jovens</title>
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		<dc:creator><![CDATA[fernando alencar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Nov 2018 12:53:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[FITRATELP]]></category>
		<category><![CDATA[desemprego]]></category>
		<category><![CDATA[negros]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>
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					<description><![CDATA[Pesquisa mostra que, na comparação com as taxas médias de desemprego, negras e jovens entre 18 e 29 anos são os dois grupos mais afetados]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class=" ">São Paulo – A possibilidade de uma mulher negra ser afetada pelo <strong>desemprego</strong> é 50% maior do que a média geral da sociedade, segundo o levantamento &#8220;A sensibilidade do desemprego às condições da economia para diferentes grupos de trabalhadores&#8221;, desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).</p>
<p class=" ">O estudo, que tem por base dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) aponta ainda os jovens entre 18 e 29 anos como o outro grupo mais afetado pelas oscilações no mercado de trabalho. Segundo o pesquisador do Ipea Miguel Foguel, um dos autores do levantamento, a falta de experiência e a necessidade de conciliar os estudos com o trabalho estão entre os principais obstáculos na conquista de um emprego para os mais novos.</p>
<p class=" ">Apesar de a pesquisa não apresentar os motivos que colocam as mulheres negras em condição de maior vulnerabilidade, Foguel analisa, em entrevista à repórter Ana Rosa Carrara, da <b>Rádio Brasil Atual</b>, que a distinção feita pelo estudo contribui para o desenvolvimento de políticas públicas adequadas para cada grupo social e que, no caso das mulheres, é preciso pensar formas que garantam a inserção no mercado de trabalho, com foco na qualidade educacional.  &#8220;Isso é uma política geral, a gente tem que melhorar a educação no Brasil&#8221;, defende.</p>
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