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	<title>luto &#8211; Sinttel Piauí</title>
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	<description>Sinttel - Sindicato Trabalhadores Em Telecomunicações do Estado do Piauí</description>
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		<title>Ex-operária e 1ª mulher a presidir uma CUT estadual no país morre em Natal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[fernando alencar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Nov 2018 13:54:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Vilma Aparecida de Araújo deixa Carlinhos, seu companheiro, e os filhos Luana, Carol, Gutemberg, Gustavo e Pedro]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Escrito por: Saiba Mais Agência</p>
<p>Primeira mulher a presidir uma regional da Central Única dos Trabalhadores no Brasil, Vilma Aparecida de Araújo, 61 anos, morreu nesta terça-feira (27) após sofrer uma parada cardíaca, no hospital do Coração. Ela estava internada desde 30 de outubro e deixa marido, cinco filhos, além de dezenas de amigos e admiradores.</p>
<p>Vilma Aparecida é sinônimo de pioneirismo no país e uma referência na luta pela emancipação das mulheres. Natural de Ituiutaba, interior de Minas Gerais, veio com apenas 10 anos de idade para o Rio Grande do Norte e se estabeleceu com a família em Natal.</p>
<p>O velório e o sepultamento não foram confirmados em razão da vinda a Natal de parentes de Minas.</p>
<p>Além de ter sido a primeira mulher a presidir a CUT, também foi a primeira presidenta do Sindicato dos Comerciários do Rio Grande do Norte após o processo de redemocratização no Brasil e a primeira mulher a dirigir a Executiva estadual do Partido dos Trabalhadores.</p>
<p>A governadora eleita Fátima Bezerra se manifestou por meio das redes sociais lembrando o pioneirismo de Vilma:</p>
<p>– Hoje perdemos uma companheira de luta, Vilma Aparecida. Primeira mulher a presidir a CUT no estado, foi também presidenta do PT de Natal, militante incansável pelos direitos das mulheres e por igualdade social. Aos familiares, meus mais sinceros sentimentos. Vilma, presente!</p>
<p>O deputado federal eleito Fernando Mineiro tinha uma forte ligação afetiva com Vilma Aparecida. Ele divulgou uma mensagem ressaltando o carinho que sentia pela amiga e colega de partido:</p>
<p>– Obrigado, companheira, por me ensinar a ter compromisso com o povo brasileiro, sempre. Pelas lições de luta, quando muitos escolhem a omissão. Pela coragem de viver, quando tantos parecem conformados. Pela grandeza de alma, em tempos tão pequenos. Pelos sonhos compartilhados, sem medo de ser feliz.</p>
<p>A secretária de Mulheres do PT Divaneide Basílio também se manifestou destacando o legado da companheira de partido:</p>
<p>– Educadora popular, sindicalista e socióloga, Vilma nos ensinou muito com sua coragem de viver, de lutar contra as injustiças e de perseverar na esperança do sonho de um mundo melhor, mais igualitário e sem nenhuma opressão. Obrigado, minha companheira, amiga e irmã de luta. O seu legado continuará nos inspirando nessa difícil caminhada por justiça, democracia e direitos humanos.</p>
<p>Apesar da forte ligação com o PT, a história política de Vilma Aparecida começa no final dos anos 1970 no Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), fundado em 1968 como dissidência do PCB e com força tanto no Rio de Janeiro como na região Nordeste.</p>
<p>O economista e militante dos Direitos Humanos Roberto Monte recorda que Vilma fez parte de uma geração que renovou o perfil do sindicalismo no Rio Grande do Norte nos anos 1980:</p>
<p>– “Junto com Aldemir Lemos, Régis Cortez, Raimundo Viturino, Crispiniano Neto, Luiz Alves e demais companheiros, Vilma deu um novo perfil ao sindicalismo no RN com a retomada de diversos sindicatos no campo e na cidade, e também com a fundação da CUT. Deixará saudades pela sua combatividade”, disse.</p>
<p>Uma fase marcante na trajetória de Vilma Aparecida também lembrada por Monte foi como operária e líder dos trabalhadores numa greve histórica dos funcionários da empresa Seridó, que mais tarde seria comprada pelo empresário e ex-vice-presidente da República José Alencar e passaria a ser conhecida como Coteminas:</p>
<p>– Eu conhecia a Vilma operária da fábrica Seridó que comandou uma greve épica, quando os trabalhadores saíram da empresa e ocuparam o hotel Ducal, na Cidade Alta, que pertencia ao mesmo grupo. Os trabalhadores passaram vários dias no hotel e impediram a entrada dos hóspedes. Um acampamento foi montado na frente, na praça Kennedy, e por coincidência, num dos dias da greve, chegou para se hospedar o cantor Nelson Gonçalves, que não conseguiu entrar e teve que dormir no hotel Reis Magos.</p>
<p>Vilma Aparecida também fez história no movimento sindical ao liderar uma greve em 1995 mesmo grávida. Na época, ela rebateu, ao vivo, uma piada machista do apresentador e ex-vereador pela Arena nos anos 1970 Eugênio Neto, que no programa Tropical Comunidade, afirmou que ela deveria estar em casa:</p>
<p>– “Lugar de mulher é na luta”, respondeu.</p>
<p>Da política sindical à eleitoral</p>
<p>Os amigos e colegas que conviveram com Vilma Aparecida destacam como características marcantes a oratória e a capacidade de mobilização dos trabalhadores. “Foi o maior quadro sindical do Rio Grande do Norte”, defende Roberto Monte, que narra o último encontro que teve com Vilma, na homenagem que os dois fizeram para um amigo em comum, o advogado Régis Cortêz:</p>
<p>– Gostava muito de Vilma e a ultima vez que “tramamos” juntos foi quando faleceu o nosso grande amigo e companheiro Régis Cortez. Ela ligou para mim propondo fazermos uma homenagem a ele. Vilma conseguiu um carro de som e eu escolhi algumas versões da Internacional Comunista. E assim foi o cortejo do Centro de Velório ao Cemitério, ao som da Internacional…</p>
<p>Já filiada ao PT, Vilma disputou a eleição para vereadora de Natal em 1996 e ficou na segunda suplência. Educadora popular e formada em Ciências Sociais pela UFRN, Vilma Aparecida também foi fundadora do Fórum Potiguar de Economia Solidária e dirigiu a Escola de Formação Nacional da CUT.</p>
<p>Problemas de saúde no coração agravados nos anos 2000 afastaram Vilma Aparecida da luta diária sindical e partidária. Ainda assim, sempre que se sentia disposta, e mesmo amparada por uma cadeira de rodas, não deixava de participar de manifestações e atos de rua do PT.</p>
<p>Vilma deixa Carlinhos e os filhos Luana, Carol, Gutemberg, Gustavo e Pedro.</p>
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