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	<title>tv 3.0 &#8211; Sinttel Piauí</title>
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	<description>Sinttel - Sindicato Trabalhadores Em Telecomunicações do Estado do Piauí</description>
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		<title>TV 3.0: tecnologia vai mudar forma como brasileiros assistem televisão</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Aug 2025 18:01:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina nesta quarta-feira (27), no Palácio do Planalto, o decreto que regulamenta a TV 3.0, a nova geração da tecnologia de televisão aberta e gratuita brasileira. Segundo o Ministério das Comunicações, a tecnologia vai revolucionar a forma como os brasileiros assistem televisão. &#8220;Com mais interatividade, qualidade de som, &#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina nesta quarta-feira (27), no Palácio do Planalto, o decreto que regulamenta a TV 3.0, a nova geração da tecnologia de televisão aberta e gratuita brasileira. Segundo o Ministério das Comunicações, a tecnologia vai revolucionar a forma como os brasileiros assistem televisão.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1655966&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1655966&amp;o=node" /></p>
<p><strong>&#8220;Com mais interatividade, qualidade de som, imagem superior e maior integração com a internet, o novo sistema moderniza o setor e coloca o país na vanguarda da radiodifusão mundial&#8221;, diz a pasta.</strong></p>
<p>Considerada &#8220;a televisão do futuro&#8221;, a TV 3.0 vai integrar os serviços de internet (<em>broadband</em>) à habitual transmissão de sons e imagens (<em>broadcast</em>), possibilitando o uso de aplicativos que permitirão aos telespectadores interagir com parte da programação e até mesmo fazer compras diretamente de seu televisor, abrindo novas possibilidades de geração de receitas às emissoras.</p>
<p>No ano passado, os membros do conselho deliberativo do Fórum do Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD), entidade responsável pela nova geração, recomendaram ao governo federal a adoção do sistema ATSC 3.0 (do inglês, Comitê de Sistema Avançado de Televisão) como padrão técnico para a evolução tecnológica da TV digital. Isso deve ser confirmado pelo decreto presidencial. O decreto também deve estabelecer as novas funcionalidade, bem como um cronograma de migração, que deve ser gradativo, começando pelas grandes cidades, como foi com a TV digital. A previsão é que parte da população brasileira já consiga desfrutar da TV 3.0 durante as transmissões da Copa do Mundo de 2026.</p>
<blockquote>
<pre>"A televisão aberta da era digital permitirá mais interatividade e personalização, como votações em tempo real, conteúdos estendidos, serviços de governo digital, alertas de emergência, novos recursos de acessibilidade, publicidade e conteúdos personalizados, e até T-commerce, com compras pelo controle remoto. A TV3.0 representa mais do que uma evolução tecnológica, ela simboliza a renovação de um compromisso histórico da radiodifusão com a informação, a cultura e a ética", afirma o executivo Raymundo Barros, diretor de Estratégia de Tecnologia da Globo e presidente do Fórum SBTVD, em entrevista à <strong>Agência Brasil</strong>.</pre>
</blockquote>
<p><strong>Uma das principais inovações da TV 3.0 é justamente sua interface baseada em aplicativos, em que as emissoras terão condições técnicas de passar a oferecer, além do sinal aberto já transmitido em tempo real, conteúdos adicionais sob demanda, como séries, jogos, programas e outras possibilidades.</strong></p>
<p>&#8220;Isso muda a forma como o telespectador acessa a programação. Em vez de &#8216;caçar&#8217; a TV aberta dentro do aparelho, os canais voltam a estar em posição de destaque em um catálogo de aplicativos, com ícones equivalentes aos canais tradicionais. E não é por isso que a troca rápida entre canais desaparecerá: a pesquisa mostrou o quanto é importante manter essa cultura do zapeamento e isso se traduz na troca rápida entre os aplicativos das emissoras na TV 3.0. Esse modelo devolve visibilidade à TV aberta nos receptores e abre espaço para interatividade, personalização e integração com serviços internet&#8221;, destacou Marcelo Moreno, professor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), coordenador do GT Codificação de Aplicações do Fórum SBTVD e dos maiores especialistas em TV digital no país.</p>
<h2>Retomada do protagonismo</h2>
<p>Professor titular do Departamento de Sistemas de Computação do Centro de Informática da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), o engenheiro Guido Lemos, que atuou no desenvolvimento do programa Ginga, incorporado ao padrão do Sistema Brasileiro de Televisão Digital, avalia que a TV 3.0 pode impulsionar a retomada de relevância da televisão na oferta preferencial de conteúdos, que está sob ameaça com a emergência, cada vez forte, dos serviços de mídia sob demanda (OTT, na sigla em inglês), como os canais de <em>streaming</em>, diretamente instalados nos aparelhos de TV.</p>
<blockquote>
<pre>"Quando você olha o que que tá acontecendo nas TVs que estão instaladas em várias residências do Brasil, principalmente o pessoal de renda mais alta, que tem acesso à internet e consegue sustentar fluxos de vídeo nos aparelhos de televisão, observa que a maioria dessas TVs não está conectada em antena de recepção de TV aberta", observa.</pre>
</blockquote>
<p><strong>Os novos aparelhos da TV 3.0 deverão vir de fábrica com a primeira tela apresentando um catálogo de canais de televisão abertos, o que não vem ocorrendo na interface atual das SmartTVs, essas que conectam com a internet, que dão prioridade aos aplicativos de OTT.</strong> &#8220;A proeminência do ícone do DTV Mais na primeira tela, do botão DTV Mais no controle remoto, de certa forma, é uma reconquista do espaço que a TV aberta perdeu na primeira tela e no controle remoto dos receptores de TV. Então, com isso, esse processo de diminuição do número de usuários pode ser revertido&#8221;, acrescenta Lemos.</p>
<p>Nos últimos anos, a proporção de domicílios brasileiros com sinal de televisão e com assinatura de serviços por TV fechada tem caído, enquanto os <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2024-08/presenca-de-tv-diminui-e-421-dos-lares-com-televisao-tem-streaming" target="_blank" rel="noopener">serviços de <em>streaming</em></a> têm aumentado, chegando a quatro de cada dez lares com televisão.</p>
<h2>Campo público</h2>
<p><strong>No campo público, a TV 3.0 deve assegurar destaque para emissoras de caráter educativo, por meio da criação do que está sendo chamado de Plataforma Comum de Comunicação Pública e do chamado Governo Digital, este último dedicado a garantir acesso a serviços públicos diretamente pela televisão, promovendo maior integração entre Estado e cidadão</strong>. Mesmo em localidades onde o sinal de emissoras públicas não chega por antena de radiodifusão, a conexão pela internet poderá suprir essa lacuna.</p>
<blockquote>
<pre>"Haverá uma plataforma comum que vai compor os canais da União e, com isso, todo televisor que tenha conexão com a internet vai poder acessar o conteúdo dessas emissoras públicas. Cabe destacar que mais de 50% dos televisores hoje no Brasil são conectados à internet", afirma Carlos Neiva, vice-presidente de Relações Institucionais, Rede e Tecnologia da Associação Brasileira de Televisões e Rádios Legislativas (Astral) e coordenador da Rede Legislativa de Rádio e TV da Câmara dos Deputados.</pre>
</blockquote>
<p>&#8220;Não serão mais apenas canais, mas aplicativos. E a rede legislativa terá seu aplicativo, a <strong>TV Brasil</strong>, o <strong>Canal Gov</strong>. E esses aplicativos terão não apenas o conteúdo linear [grande de programação convencional], mas também o conteúdo por demanda, ou seja, personificado. É a mesma experiência, por exemplo, que você tem no YouTube ou numa plataforma de<em> streaming</em>&#8220;, acrescenta.</p>
<p>Para viabilizar essa plataforma, segundo Marcelo Moreno, da UFJF, já estão em andamento projetos entre academia e setor privado dedicados a criar aplicativos e ferramentas específicas para a comunicação pública, &#8220;garantindo que ela também tire proveito de funcionalidades avançadas como personalização, interatividade e novos formatos audiovisuais&#8221;.</p>
<h2>Principais desafios</h2>
<p><strong>Dois desafios fundamentais da TV 3.0, no entanto, estão relacionados aos custos de migração, como licenciamento de tecnologia e aquisição de transmissores, por parte das emissoras, e compra de conversores e receptores, por parte dos usuários</strong>. E também a universalização do acesso à internet de qualidade, uma realidade ainda distante do conjunto da população.</p>
<p>Segundo indicador de conectividade significativa criado pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), que inclui fatores como custo e velocidade da conexão, presença de banda larga fixa nos domicílios e acesso por múltiplos dispositivos, apenas 22% dos indivíduos com 10 anos ou mais no Brasil têm condições satisfatórias de conectividade.</p>
<p><strong>Em duas décadas, a proporção de lares urbanos brasileiros com Internet passou de 13% para 85%, mostra a TIC Domicílios 2024 &#8211; cetic.br</strong></p>
<p>Estão nessa situação 73% dos indivíduos da classe A (mais rica), 33% dos habitantes da Região Sul e 28% dos homens, mas apenas com 16% de mulheres, 11% dos que vivem no Nordeste, e 3% dos indivíduos das classes DE (a mais pobre).</p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2025-08/nova-tecnologia-vai-mudar-forma-como-brasileiros-assistem-televisao">Nova tecnologia vai mudar forma como brasileiros assistem televisão | Agência Brasil</a><br />
Foto: Freepik Free</p>
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		<title>TV 3.0 é a evolução da TV digital no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sinttel Piauí]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 May 2022 14:11:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[DESTAQUES]]></category>
		<category><![CDATA[telecomunicações]]></category>
		<category><![CDATA[tv 3.0]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério das Comunicações prepara uma nova etapa da TV digital no Brasil: o TV 3.0. A evolução do padrão vai funcionar como uma melhoria na qualidade técnica da transmissão de canais da televisão aberta, trazendo melhorias na definição e no processamento da imagem, além do áudio. Entretanto, de acordo com o Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD), a tecnologia vai exigir a troca de aparelho.</p>
<p>O coordenador do Fórum SBTVD, Luiz Fausto, disse ao <em>TeleSíntese</em> que o TV 3.0 vai exigir que usuários migrem para novos aparelhos de “transmissão e recepção”. O estudo para o novo padrão de TV digital teve início em 2021, quando o Ministério das Comunicações pediu que empresas desenvolvedoras de tecnologias no setor enviassem pareceres técnicos.</p>
<p>Após a conclusão dessa primeira etapa, o projeto do TV 3.0 entrou na chamada Fase 2. Nessa parte, o Fórum do SBTVD consolidou as recomendações e divulgou um relatório no dia 19 de janeiro com as especificações técnicas sugeridas para migrar para o novo padrão de TV digital, inaugurando a Fase 3.</p>
<p>De acordo com as sugestões feitas pelo Fórum, o novo sistema de TV deve vir com suporte às resoluções 4K e 8K, e também ao HDR10 — já presente nos televisores HDR.</p>
<p>Foi sugerido em testes que o TV 3.0 tenha suporte opcional ao HDR10+, SL-HDR2 e, por fim, ao Dolby Vision — considerado o modo mais avançado de processamento de cores e brilho das smart TVs — para a distribuição <em>over-the-air</em> e pela internet. Já para transmissão de conteúdo exclusivamente em rede, foi recomendado a continuidade do suporte ao HLG e ao SL-HDR1.</p>
<p>Quando se trata de evoluir para o áudio imersivo, o SBTVD recomenda a adoção do padrão MPEG-H, para a distribuição <em>over-the-air</em> e pela internet. Mas o Fórum ressalta que é possível manter os formatos de áudio já presentes na TV 2.5 para distribuição em rede, incluindo suporte opcional ao Dolby AC-4.</p>
<p>Também foram realizados testes da Camada Física e da Camada de Transporte, que provocam adesão da TV às plataformas de streaming via internet banda larga, além da transmissão padrão por broadcast.</p>
<h2 id="h-brasileiros-precisam-trocar-de-aparelho-para-tv-3-0">Brasileiros precisam trocar de aparelho para TV 3.0</h2>
<p>Os brasileiros vão precisar trocar de aparelho para terem a experiência da nova TV digital. Luiz Fausto assegurou que, para não deixar consumidores para trás, a mudança de padrão será gradativa. Ele completou em entrevista:</p>
<blockquote class="wp-block-quote"><p>“O novo sistema vai se expandir aos poucos, primeiramente, pelas capitais, depois para outras localidades. O ciclo da TV é mais lento, porque os investimentos são altos quando comparados aos de algumas tecnologias. Uma das razões é que a cobertura é muito maior e a estrutura é mais robusta.”</p></blockquote>
<p>Por enquanto, não há uma lista de obrigações técnicas do TV 3.0 definidas pelo Fórum SBTVD. Mas a navegação por aplicativos — como em uma smart TV — e o transporte de conteúdo baseado em IP são dois critérios para tecnologias candidatas.</p>
<p>Fausto confirmou ainda que a primeira transmissão do TV 3.0 está marcada para 2024. Apesar da mudança, o novo modelo vai manter as atuais frequências de transmissão. Isso significa que usuários poderão operar com uma programação diferente, mesmo sobre frequência e localização iguais. Vale acrescentar que o padrão afeta apenas os canais abertos, e não a TV paga.</p>
<p>Conforme o Ministério das Comunicações, o TV 3.0 trará mais segmentação geográfica para os telespectadores brasileiros. Um dos critérios adotados pelo SBTVD nesse sentido é de que emissoras devem reutilizar o mesmo canal de TV para transmitirem conteúdos distintos a áreas geográficas adjacentes.</p>
<p>A distribuição de sinal aberta terá uma cobertura mais regional, o que dará a oportunidade para que negócios locais tenham mais audiência, afirma Fausto.</p>
<p>Para o coordenador do Fórum SBTVD, isso significa a viabilização de novos modelos de negócio, uma vez que a segmentação geográfica pode levar a mais oportunidades de publicidade e outros modelos de comercialização.</p>
<p>“A TV aberta vai continuar tendo uma plataforma de distribuição competitiva em termos de qualidade e experiência do usuário”, comentou Fausto. Ele afirma que o TV 3.0 vai beneficiar o mercado de radiodifusão como um todo.</p>
<p>Fonte: Telessintese</p>
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