As federações sindicais FENATTEL, FITRATELP e FITTLIVRE estiveram nesta quarta, 18, em audiência com o Gestor Judicial da Oi, Bruno Rezende, e cobraram soluções para o que chamam de “crise humanitária e emocional que atinge os funcionários da companhia”.
Segundo um interlocutor, apesar do tom cordial, a impressão final não foi boa: “as ações concretas não existem. A iniciativa de propor o leilão reverso traz uma economia, mas prejudica os credores que têm obrigações pendentes e empregados sem receber salários. Estamos acompanhando a redução dos contratos da Oi Soluções e o caixa minguando. Saímos com a sensação ruim acreditando que falência virá em breve diante da inércia da gestão”, relatou o interlocutor ouvido por este noticiário.
Segundo as federações, embora a gestão tenha sinalizado avanços em estudos para um Programa de Demissão Incentivada (PDI), “o encontro terminou sem definições de datas, gerando frustração”. As entidades demandaram um desligamento digno com pagamento integral de verbas rescisórias daqueles funcionários que estão ociosos. Segundo as entidades, “o Gestor Judicial autorizou a realização de um estudo para a implementação de um PDI”.
Também de acordo com as entidades, o administrador Bruno Rezende informou que a venda da UPI Fixa deve ser concluída até 20 de abril. “A expectativa é que a empresa adquirente absorva cerca de 250 pessoas, enquanto a UPI Imóveis poderá absorver até 110 colaboradores”.
Os sindicalistas ouviram ainda que a administração judicial não pretende vender a Oi Soluções, “que deve concentrar a principal atividade da empresa no futuro”, teria dito.
Ainda segundo os sindicatos, o balanço financeiro e o resultado do Placar 2025 (acordo de resultados) serão anunciados brevemente. “As negociações para o Placar 2026 devem iniciar em maio”.
Serede
Um dos pontos mais tensos da reunião, dizem as federações sindicais, foi a situação dos trabalhadores da Serede (subsidiária da Oi). “O gestor transferiu a responsabilidade sobre o passivo trabalhista desta rede para a Justiça, alegando que a 7ª Vara não reconheceu a responsabilidade solidária da Oi”. As federações contestaram a posição, reforçando que a Oi era a única tomadora de serviços da subsidiária e que a indecisão amplia a crise e o endividamento com a folha de pagamento.
“A Oi está desperdiçando a oportunidade de dar uma solução respeitosa para os trabalhadores, priorizando a gestão financeira sobre a social”, afirmaram os dirigentes em nota conjunta.
Segundo as entidades, foi sinalizado que no dia 20 de abril o Gestor Judicial apresentará um relatório técnico à Juíza da 7ª Vara com base no período em que assumiu a gestão. “As assembleias de trabalhadores decidirão as próximas ações da categoria diante do cenário de incertezas”, dizem.
Fonte: teletime.com.br
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