As federações sindicais Fenattel, Fitratelp e Fittlivre solicitaram uma audiência em caráter de urgência com o gestor judicial da Oi, Bruno Rezende, para discutir a situação dos trabalhadores e obter esclarecimentos sobre a venda ativos da companhia. O pedido foi formalizado em documento encaminhado ao interventor nesta quarta-feira, 11.

De acordo com as três entidades sindicais do setor, a falta de comunicação clara sobre os próximos passos da companhia tem gerado “profunda insegurança e constrangimento aos empregados e empregadas”. A carta também relata comprometimentos na saúde mental, física e emocional dos trabalhadores, diante de um cenário de incertezas.

“Ressaltamos que a manutenção de um ambiente de trabalho de alta toxicidade afeta a
saúde de milhares de pessoas. A administração Judicial deve zelar pelo princípio da
dignidade da pessoa humana e pelo caráter alimentar das verbas trabalhistas”, afirmam.

“Infelizmente, o que estamos presenciando na Oi atualmente são situações análogas
àquelas que já vimos acontecer em uma série de denúncias que chegaram à OIT
(Organização Internacional do Trabalho)”, prosseguiram os sindicatos.

Paralisações
As entidades chamam atenção para a situação de trabalhadores que, segundo as entidades, permanecem sem funções definidas após a paralisação de parte das operações.

As federações pedem a criação de um Programa de Incentivo ao Desligamento (PDV) para esses casos e defendem que os desligamentos ocorram com pagamento integral das verbas rescisórias. Segundo o documento, é necessário “cessar a situação humilhante de centenas de empregados e empregadas que permanecem em casa sem função produtiva”.

As entidades também solicitam a apresentação oficial dos resultados do programa de participação nos resultados conhecido como Placar 2025, além da definição sobre eventual pagamento de premiação aos trabalhadores.

Telefonia fixa e ativos
Um dos pontos citados é a necessidade de esclarecimentos sobre a criação de uma nova Unidade Produtiva Isolada (UPI) voltada aos serviços de telefonia fixa e números de três dígitos, que, segundo as federações, continuam ativos em mais de 6 mil localidades.

Na última segunda-feira, 9, a empresa recebeu autorização da Justiça para vender a unidade. “É fundamental que a Administração Judicial apresente o planejamento para os próximos meses, visando dar o mínimo de previsibilidade ao corpo funcional. Questionamos: é intenção do interventor prosseguir com o processo de falência ou entende-se haver viabilidade para algum aspecto de continuidade?”, diz a carta.

Os sindicatos pedem ainda a atualização sobre a situação de ativos da massa falida, incluindo o leilão das ações da V.tal, a venda de imóveis e o status da unidade Tahto. Também são mencionados passivos trabalhistas ligados à Serede e pagamentos pendentes a trabalhadores de empresas terceirizadas.

Fonte: Teletime
Foto: Freepik

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