O uso de software pirata em empresas que usam tecnologia para os seus negócios aumentou no Brasil. Dados coletados pela BSA – The Software Alliance, defensora global do software perante governos e no mercado internacional, em empresas dos segmentos de design, arquitetura e engenharia em todo o País.

Mais de três mil máquinas foram vistoriadas judicialmente e foi constatada a existência de mais software ilegais do que computadores periciados, com diferentes versões de programas irregulares instalados nas máquinas. Um dos casos mais emblemáticos, pontua a BSA, é o de uma empresa de construção da região sul, na qual foram encontrados 63 programas sem licença em 27 máquinas.

“Os resultados da pesquisa são impressionantes, pois mostram que mesmo companhias que trabalham com tecnologia e projetos ainda incorrem em práticas ilegais utilizando programas irregulares e violando a propriedade intelectual dos fabricantes de software. Esta prática resulta em um prejuízo relevante para as empresas, uma vez que além de pagar indenização aos proprietários dos softwares, terão que adquirir a licença”, diz o country manager da BSA no Brasil, Antônio Eduardo Mendes da Silva (Pitanga).

Os dados obtidos no levantamento são negativos, mas há uma expectativa de mudança de cenário.Isso porque os profissionais têm se dado conta dos riscos para a companhia quando recorrem aos softwares irregulares. De acordo com outro estudo recente da BSA, 48% dos CIOs classificam o malware como uma das três principais razões para os executivos não utilizarem software não licenciados. Suas principais preocupações em relação a essas ameaças abrangem a perda de dados corporativos ou pessoais, a inatividade do sistema, interrupções da rede e o custo de desinfecção desses sistemas.

Software irregular

A irregularidade de software é a prática de reproduzir ilegalmente um programa de computador sem a autorização expressa do titular da obra e, consequentemente, sem a licença de uso, bem como os benefícios e o suporte da versão original. Uma das principais ameaças ao utilizar essas ferramentas sem autorização é que as máquinas ficam mais expostas a ataques cibernéticos.

De acordo com o mesmo estudo da BSA, oito novas ameaças de malware aparecem a cada segundo todos os dias. Esses ataques também estão se tornando cada vez mais caros, uma vez que custam, em média, US$ 2,4 milhões para as companhias. Já as atividades relacionadas a malwares representam gastos de surpreendentes US$ 600 bilhões anuais – ou 0,8% do PIB global – para a economia mundial.

Cada infecção pode levar a um tempo de inatividade dispendioso, bem como à perda de produtividade e de oportunidades de negócios e custos adicionais de mão de obra de TI para ajudar a mitigar o ataque. Para complicar os esforços, essas ofensivas costumam ser difíceis de detectar e resolver. As organizações precisam, em média, de 243 dias para detectar um ataque e até 50 dias para solucioná-lo, informa o estudo.

*Com informação da BSA Alliance

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