A reestruturada Telebras, se ainda não deslanchou na oferta de conexões de banda larga, reencontrou o caminho do lucro. A estatal fechou 2012 com lucro líquido de R$ 40,7 milhões – contra um prejuízo de R$ 47,9 milhões no ano anterior.

O desempenho positivo, no entanto, foi garantido essencialmente pelo retorno de aplicações realizadas no mercado financeiro. As despesas operacionais superaram as receitas em R$ 4,1 milhões – sendo o resultado financeiro de R$ 44,8 milhões o principal responsável pelo lucro líquido.

“Referido resultado é representado em mais de 100% pelas receitas financeiras auferidas no período, fruto da adoção de uma política de diversificação das aplicações (…)”, explica o relatório da administração. O documento destaca a “entrada de novos recursos do acionista controlador e de resultados auferidos com as aplicações financeiras dos recursos disponíveis no mercado financeiro”.

Dos grandes projetos tocados pela empresa, as atividades relativas ao Plano Nacional de Banda Larga foram as que mais avançaram – ou ainda, foram as que alcançaram maior índice (98,8%) de realização dos investimentos previstos: R$ 104,4 milhões dos R$ 105,7 milhões de orçamento de investimento aprovado.

Segundo a estatal, isso representou a ativação de 12 mil km de backbone e a implantação de 137 Pontos de Presença e Estações de Atendimento. No entanto, o resultado final é mais tímido do que a empresa esperava alcançar ao fim de seu terceiro ano de reativação: até aqui estão sendo atendidos 268 municípios. Ao fim de 2012 havia 79 contratos comerciais assinados e cerca de 4Gbps de banda ativada.

Outros dois projetos importantes da empresa andaram mais devagar. A construção de um satélite geoestacionário nacional – a cargo da joint venture Visiona, parceria com a Embraer – ainda aguarda o resultado da Requisição de Propostas a fornecedores e, portanto, ainda não houve investimento efetivo.

Da mesma forma, o projeto dos cabos submarinos – há cinco deles no plano, para EUA, Europa, África, Uruguai/Argentina e um entre Fortaleza-CE e Santos-SP – também não se materializou. Os avanços ficaram por conta do sinal verde de alguns parceiros do empreendimento, como a Odebrecht (principal sócio), e as estatais de telecom do Uruguai e da Argentina, além da Angola Cables.Por conta desses dois projetos – satélite e cabos – apenas 50,4% do orçamento de investimento previsto para 2012 foi cumprido.

Copas

Num ano de difíceis negociações com a FIFA – ao ponto de a Telebras ter deixado de tratar diretamente com a entidade, tendo o Ministério das Comunicações assumido o papel de negociador – a empresa calcula ter executado, até o fim de 2012, 78% do projeto de infraestrutura para atendimento da Copa das Confederações, a ser realizada em junho deste ano.

Na prática também significa avanço nos preparativos para a Copa do Mundo de 2014, visto que metade das cidades-sede do evento do próximo ano precisam estar com a infraestrutura pronta até meados deste ano, visto que há coincidência de sedes.

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