No dia 22 de janeiro, a OI confirmou a substituição de Francisco Valim da presidência da empresa que passará a ser dirigida pelo presidente do Conselho de administração José Mauro Mettrau Carneiro da Cunha.

Valim estava no cargo há um ano e meio e desgastou-se pelos resultados considerados ruins pelos acionistas.

José Mauro Cunha se licenciou do cargo de presidente do conselho de administração da companhia, sendo substituído por seu suplente José Augusto da Gama Figueira.

O executivo já teve passagens em cargos de diretoria no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de 1991 a 2002, e entre 2003 e 2005 foi vice-presidente de Planejamento Estratégico da Braskem.

Em conversas com nossos interlocutores da OI fomos informados de que não haverá mudança nos processos que estão em andamento, (internalização da Planta Interna) que permanecerá sob estudo até a formatação final que será anunciada aos Sindicatos.

Insistimos na necessidade de reunirmos para tratar do assunto e recebemos a informação que deveremos nos encontrar até o final da próxima semana, quando iniciaremos as primeiras conversas sobre a migração dos setores envolvidos.

Em relação ao Placar Marcos Mendes informou que o resultado da empresa está seguindo os trâmites legais de auditoria sendo previsto seu anuncio para março, quando teremos a posição final sobre o valor final do premio.

Por mais que a empresa tente passar uma ideia de estabilidade, esta alteração trás consigo uma eminente mudança nos rumos da empresa com alterações de cabeças e posições dentro da estrutura de governança da OI.

Sempre criticamos o modelo adotado pela empresa em terceirizar todas as suas atividades operacionais abdicando de operar e manter serviços de telecomunicações. Para a FITTEL e seus Sindicatos filiados ao transferir para outros a atividade fim de telecomunicações o fracasso viria a galope, era só uma questão de tempo quando, então os maus resultados financeiros também viriam por uma razão simples: Insatisfação dos clientes. Não deu outra, aí está a queda do presidente por desempenho insatisfatório para os acionistas.

Com a alteração na presidência sem a alteração do modelo adotado pela empresa os bons resultados não virão. Vamos torcer para que os dirigentes da OI compreendam a natureza dos serviços de telecomunicações e mudem o rumo da empresa e a conduzam para a concentração em sua atividade fim: telecomunicações.

É importante mantermos a nossa base informada e mobilizada para nos anteciparmos às próximas decisões da empresa, evitando que apenas parte da atividade seja primeirizada e os companheiros sejam mais precarizados do que já estão através da contratação via Alcatel e Nokia-Siemens.

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