O Diário Económico, de Portugal, noticiou que os pedidos de proteção contra credores pelas empresas do Grupo Espírito Santo (GES) – ESI e Rioforte – devem ser feitos para que possam vender ativos e reestruturar a dívida, superior a 7 bilhões de euros. Informa ainda que “a Portugal Telecom, que investiu 897 milhões de euros em papel comercial da Rioforte, terá de assumir perdas”. A maior parte da dívida vencia hoje e a PT não deverá ser reembolsada, segundo o jornal. As ações da PT foram novamente penalizadas no pregão de hoje. No final do dia, já se especulava para um possível acordo entre o grupo Espírito Santo e os credores brasileiros, de parcelamento da dívida em quatro a seis anos. Esta negociação implicaria, obrigatoriamente, redefinição da participação societária da Portugal Telecom na Oi, que atualmente é de 32%, devendo cair para 25%.

Embora o jornal não cite fontes oficiais, seu diretor Antonio Costa faz uma análise dos recentes fatos envolvendo o Grupo Espírito Santo, com implicações na fusão da Portugal Telecom com a Oi e diz “o que era um projeto luso-brasileiro fica agora mais brasileiro que português” .

O conselho de administração da PT tem se reunido para discutir como tratar do problema. Dois dos sócios controladores da Oi, o presidente do Grupo Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, e da Jereissati Participações, Fernando Magalhães Portella, estariam em Lisboa acompanhando o desenrolar dos fatos.

A agência Reuters informou que alguns dos acionistas da Oi podem processar a Portugal Telecom, se a companhia europeia levar calote da Rioforte. Citando fontes, sem identificá-las, a agência afirma, porém, que a fusão não está em risco porque “ambas as empresas precisam uma da outra”, segundo a fonte.

Ainda de acordo com a Reuters, recorrer à Justiça seria um “último recurso” para os acionistas da Oi, que afirmam não terem sido informados do investimento de 897 milhões de euros feito pela Portugal Telecom na empresa do Grupo Espírito Santo. Mas, destaca (ainda citando a fonte), que se a dívida não for paga e a Portugal Telecom tiver que fazer uma baixa contábil no investimento, os acionistas da Oi terão que processar a companhia europeia para “não serem considerados como negligentes ou lenientes sobre uma série falha de governança corporativa.(Com agências internacionais).

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