A câmara dos deputados promoveu uma audiência pública pra discutir o leilão de uma faixa de transmissão pra internet 4G. O setor de radiodifusão está preocupado com a possibilidade de interferência na recepção da tv digital em casa.

A audiência ouviu a opinião das empresas de telefonia, do setor de radiodifusão, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e de órgãos de defesa do consumidor sobre o leilão de uma nova faixa para a internet 4G.

Essa frequência é como se fosse uma estrada. Cada serviço trafega em uma faixa. A que vai ser leiloada para o 4G é próxima da usada pela TV digital, o que provoca interferências. Um serviço invade a faixa do outro.

Essa foi a principal preocupação de todos que participaram da audiência pública. O leilão está previsto para o segundo semestre deste ano.

A Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão criticou o cronograma do leilão, que prevê audiências públicas antes mesmo da elaboração de um relatório final sobre como resolver as interferências.

“Não vamos deixar que um assunto dessa complexidade, com tamanha implicações que tem para a sociedade brasileira, seja atropelado. Ou seja, terminemos os testes, publiquemos os relatórios, façamos as consultas públicas, todas dentro do sequenciamento recomendado”, afirmou Luís Roberto Antonik.

O sindicato das operadoras de telefonia destacou que é o cenário atual de incertezas e que isso interfere no quanto as empresas estão dispostas a pagar para o governo pelo uso da nova faixa de frequência.

“Para que quando se faça a migração da televisão e a implantação da quarta geração de telefonia celular na faixa de 700 megahertz não haja uma interferência. Então é necessário comprar filtros, equipamentos, uma série de serviços que demandarão, para que haja garantia e essa garantia obviamente vai se transformar em custo para aqueles que vão fazer o serviço”, disse Eduardo Levy.

A Anatel disse que o leilão só vai ser realizado com todas as garantias de que um serviço não vai prejudicar o outro.

“Uma diretiva principal em todo esse processo é o que está funcionando tem que continuar funcionando. Então, a agência tem que procurar meios de garantir que isso continue funcionando nos mesmos padrões de hoje ou melhores”, afirmou Nilo Pasquali.

Fonte: Jornal Nacional

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